Ampliada rede de proteção à soja
O Ministério da Agricultura criou o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, que vai desenvolver ações para prevenção da doença, como está na Instrução Normativa nº 2, publicada no Diário Oficial da União, na edição de 30 de janeiro passado.
Com exceção de Roraima, o Estado da Bahia e os demais que cultivam soja (MT, PR, RS, MA, GO, MS, MG, SP, SC, DF, TO, RO e PA) já foram atingidos pela ferrugem, somando 22 milhões de hectares. Os prejuízos, desde que foi identificada a presença do fungo nas lavouras, na safra 2001/2002, chegam a US$ 7,7 bilhões, segundo estimativas da Embrapa.
Este valor, divulgou o Ministério da Agricultura, equivale a perdas de grãos, custo com controle da doença (fungicida mais custo médio correspondente a 3,5 sacas/ hectare por aplicação) e perda de arrecadação em relação à queda da produção. O principal dano ocasionado pela ferrugem asiática é a desfolha precoce, que impede a completa formação dos grãos, com conseqüente redução da produtividade.
“O programa institucionaliza o consórcio antiferrugem dentro de um contexto global, envolvendo os elos da cadeia produtiva da soja”, explicou o coordenador-geral de Proteção de Plantas do ministério, José Geraldo Baldini.
A implementação do programa se dará por meio do desenvolvimento de ações estratégicas de defesa sanitária vegetal com suporte da pesquisa agrícola e da assistência técnica na prevenção e controle da ferrugem asiática. Do plano também farão parte representantes da iniciativa privada, de instituições de informações meteorológicas públicas e privadas, secretarias de agricultura estaduais ou órgãos de defesa agropecuária.
De acordo com a instrução, o Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas do Ministério da Agricultura vai priorizar os registros de insumos agrícolas que apresentem inovações tecnológicas no controle da ferrugem.
A medida também prevê a criação de uma rede de laboratórios de diagnóstico da ferrugem asiática da soja. Para isso, a Coordenação Geral de Apoio Laboratorial vai promover a capacitação e atualização dos técnicos de laboratório.
Além disso, dará prioridade ao credenciamento de novos laboratórios de diagnóstico da doença.
Para dar o suporte financeiro ao programa, a Secretaria de Política Agrícola do ministério estabelecerá anualmente a política de financiamento das ações de prevenção e controle. Também estabelece que as secretarias de Agricultura nos Estados deverão complementar a política de financiamento do programa.
Ainda nos Estados, as instâncias intermediárias do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária deverão criar comitês de controle da ferrugem asiática da soja.