Exportação de carne tem alta de 31%

08/02/2007

Exportação de carne tem alta de 31%


 

 

As exportações brasileiras de carne bovina cresceram 30,9% em volume, para 215,2 mil toneladas (equivalente-carcaça), e 39,14% em valor, para US$ 338,960 milhões, em janeiro passado sobre igual período de 2006, conforme a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec). As vendas externas de carne in natura somaram 159,4 mil toneladas (alta de 34%) e as de industrializada, 46,4 mil toneladas (ganho de 19,29%). O restante foram embarques de miúdos. 


O aumento nas exportações em janeiro passado pode ser explicado pela continuidade do crescimento da demanda por carne no mercado internacional, mas a base de comparação baixa, em janeiro de 2006, também influenciou, segundo Jerry O'Callaghan, diretor da unidade de carnes da Coimex. 


Os números em janeiro do ano passado foram pressionados porque naquele momento o Brasil vivia o auge dos embargos de importadores à carne bovina, por conta do surgimento dos focos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul e Paraná em outubro de 2005. 


 
 


Além disso, observou O'Callaghan, em janeiro de 2006, as exportações de carne bovina ainda não sentiam os efeitos positivos por conta da gripe das aves, que levou a uma substituição do consumo de proteínas a partir de março do ano passado. 


Os principais compradores da carne bovina in natura brasileira no mês passado foram Rússia, com US$ 71,603 milhões e Egito, com US$ 27,623 milhões, segundo a Abiec. O preço médio da carne bovina in natura na exportação foi de US$ 2.400,45 por tonelada em janeiro deste ano, uma alta de 7,51% sobre o mesmo mês de 2006. 


A expectativa é de que as exportações sigam em alta ao longo do ano, de acordo com o executivo, por conta da restrição de oferta em países concorrentes do Brasil, como Argentina, Paraguai e Uruguai. No primeiro, o governo limita as exportações para evitar problemas no suprimento doméstico; no Paraguai, a oferta recuou devido ao forte abate em 2006 visando a exportação e o Uruguai prioriza as vendas ao mercado americano. 


A gripe aviária na Europa também deve favorecer o consumo de carne bovina, o que beneficia o Brasil. "Se pipocarem casos [de gripe], o consumidor fará a substituição [de carne de aves por bovina] e o Brasil vai exportar mais porque outros fornecedores têm restrições de oferta", acrescentou Antônio Camardelli, diretor-executivo da Abiec. 


O Brasil fechou 2006 com exportações de 2,404 milhões de toneladas (equivalente-carcaça), alta de 12,67%. A receita cresceu 28,22%, para US$ 3,923 bilhões.