Indústria baiana cresce 3,2%
A produção da indústria baiana fechou o ano de 2006 com um crescimento de 3,2% em relação ao ano anterior. O desempenho ficou acima da média da indústria nacional, cuja expansão foi de 2,8%. As principais influências positivas vieram da indústria de papel e celulose, que registrou um aumento de produção da ordem de 18,6%, seguido do setor de refino de petróleo e produção de álcool (4,6%) e de metalurgia básica (9,7%). Em sentido oposto, as maiores pressões negativas foram observadas em alimentos e bebidas (-1,2%) e veículos automotores (-6,4%).
Os números fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física-Regional divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
De acordo com o levantamento, o resultado de 2006 é bem inferior em relação a em 2004, quando a expansão do setor atingiu 10,1%, e de 2005, cujo incremento doi 4,1%. A Bahia teve o pior desempenho dos Estados pesquisados no Nordeste, ficando atrás do Ceará (8,2%) e Pernambuco (4,8%).
No resultado mensal, a produção caiu 7,6% em dezembro passado, em relação ao mesmo mês de 2005. Esta foi a maior retração da produção durante o ano, resultado principalmente da parada técnica de indústria do setor químico. Os segmentos de mais peso que registraram recuo no mês foram: produtos químicos (-14,0%), celulose, papel e produtos de papel (-10,8%) e veículos automotores (-8,6).
Três segmentos tiveram variação positiva: alimentos e bebidas (4,2%), metalurgia básica (0,5%) e borracha e plástico (20,8%). Já a indústria extrativa mineral teve novo decréscimo em dezembro (-8,3%), após quedas em novembro (-1,5%) e outubro (-1,6%).
No último trimestre de 2006, a indústria registrou crescimento de 0,4% – inferior aos demais trimestres do ano, quando as taxas foram de 7,1%, 4,8% e 0,8%, nos 1º, 2º e 3º trimestres, respectivamente.
A taxa mais elevada ficou com Pará (14,2%), em razão do maior dinamismo de produtos tipicamente de exportação (minério de ferro e óxido de alumínio), Cresceram abaixo da média Goiás (2,4%), Rio de Janeiro (1,9%) e Santa Catarina (0,2%). Acumularam perdas em 2006, frente a 2005, Paraná (-1,6%), Rio Grande do Sul (-2,0%) e Amazonas (-2,2%).
DA REDAÇÃO