Ibama embarga criações de camarões no sul

09/02/2007

Ibama embarga criações de camarões no sul

Fiscais do escritório regional do Ibama, de Eunápolis, embargaram e fecharam duas fazendas e vão autuar outras duas por desenvolverem projetos de carcinicultura (criação de camarões), ignorando as condicionantes de licença ambiental e por crime de devastação de manguezais, áreas de preservação permanente.

As fazendas ficam no entorno da Reserva Extrativista Marinha de Canavieiras (Resex), uma área de 101 mil hectares, criada para proteger dez mil famílias de Barra Velha, Oiticica, Campinhos, Puxim de Dentro, Puxim de Fora e Atalaia, e garantir o uso sustentável dos recursos naturais por populações tradicionais dessas localidades, no município de Canavieiras, distante 582 km de Salvador.

Criada em julho do ano passado, a Resex se baseia no extrativismo, na agricultura de subsistência e na criação de pequenos animais, com o objetivo de proteger os meios de vida e a cultura dessas populações. Segundo o analista ambiental, e chefe da Resex, Geraldo Machado Pereira duas das fazendas já haviam sido embargadas no ano passado e foram fechadas.

Na Fazenda Humaitá, entre os rios Pardo e Manema, o Ibama apreendeu uma retroescavadeira, usada na abertura de canal para escoar a água dos tanques de criação de camarão direto no mar, que destruiu 1,15 hectare de manguezal. O Ibama embargou o laboratório de reprodução de larvas de camarão da Equadrar Aqüicultura e Tecnologia Ltda, na Ilha de Atalaia, que estava com licença vencida antes da criação da Resex.