Estado adota medidas preventivas contra ocorrência de doenças aviárias

12/02/2007

Estado adota medidas preventivas contra ocorrência de doenças aviárias

A Bahia ainda não registrou caso de influenza aviária e de New Castle, mas as equipes da Adab estão preparadas

 

Para atender a emergências sanitárias no setor avícola e erradicar possíveis problemas nos plantéis aviários, o Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura, aderiu ao Plano Nacional de Prevenção da Influenza Aviária e de Controle e Prevenção da Doença de New Castle, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Com a decisão, equipes compostas por médicos veterinários e fiscais agropecuários foram criadas para atuar em situação de alerta. A medida foi publicada pela Adab na edição de sexta-feira (9) deste Diário Oficial, por meio da Portaria 35.

Propor ações de emergência sanitária, realizar saneamento com a eliminação de aves doentes, restringir o trânsito dos animais, seus produtos e subprodutos da área focal, recomendar a interdição de todos os elementos prováveis veiculadores dos agentes patógenos e interditar áreas públicas ou privadas quando da ocorrência de focos estão entre as competências das equipes.

A coordenação dos trabalhos está sob a responsabilidade da Diretoria de Defesa Sanitária Animal da Adab.

De acordo com o diretor geral do órgão, Altair Santana de Oliveira, o objetivo das medidas é permitir que a Bahia disponha de instrumentos legais que permitam atender em tempo hábil a situações de emergência na avicultura baiana.

"Estamos disponibilizando recursos humanos, materiais e financeiros para atendimento a possíveis ocorrências sanitárias. Equipes de alerta também foram criadas nas 15 coordenadorias regionais da Adab, com um raio de ação que abrange todos os 417 municípios baianos", disse.

 

Sem registro

O estado ainda não registrou casos de influenza aviária e de New Castle. No segundo semestre do ano passado, o Ministério da Agricultura divulgou relatório com levantamento feito em regiões do país consideradas de risco para influenza aviária, não havendo isolamento viral para as duas doenças nas amostras colhidas na Bahia.

Os exames foram realizados a partir da coleta de materiais em aves encontradas nos municípios tidos como sítios migratórios, como Mangue Seco, Vera Cruz, Ituberá, Prado e Porto Seguro.