Safra baiana de soja deve chegar a 2,24 mi de toneladas
Condições climáticas favoráveis vêm beneficiando o cultivo no oeste
Os agricultores baianos estão esperançosos quanto a um aumento significativo na produção agrícola durante a safra deste ano, desempenho positivo que deve alcançar as principais culturas no estado. No oeste da Bahia, por exemplo, região que concentra um dos principais pólos da agricultura local, as condições climáticas favoráveis vêm beneficiando o cultivo de determinados alimentos, entre os quais a soja, que deve ter sua produtividade ampliada no exercício atual. Segundo o assessor Executivo da Associação de Agricultores e Irrigantes do Estado (Aiba), Alex Rasia, a expectativa para essa safra 2006/2007 é de uma produção em torno de 2,24 milhões de toneladas do produto, volume superior ao obtido no último balanço (1,98 milhão de toneladas). “Mesmo assim, tivemos uma redução na área cultivada de soja, que passou de 870 mil para 850 mil hectares este ano”, afirma. Mais do que um cenário de crescimento expressivo, os produtores apostam apenas em um quadro de recuperação diante dos problemas testemunhados pelo setor em 2006, período em que o país enfrentou a maior crise do agronegócio brasileiro das últimas décadas.
Outra cultura também favorecida será a do milho, que vai passar de 506,52 mil para 996 mil toneladas produzidas, expansão que irá atingir também sua área plantada, que ficará em 166 mil hectares, contra os 126 mil hectares contemplados anteriormente. “Se as condições climáticas continuarem ideais, poderemos até superar a marca de um milhão de toneladas de milho”, ressalta Alex. O algodão também deverá acompanhar esse bom momento, atingindo este ano a faixa de 992 mil toneladas, ultrapassando assim as 772 mil apuradas no último exercício. Já para o engenheiro agrônomo e diretor administrativo e financeiro, da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), Luiz Mário Avena, o seu segmento não deverá contar com uma atuação tão positiva nesta safra.
A previsão, conforme esclarece, é de uma redução de cerca de 30% no volume produzido junto ao território baiano, resultando assim em um total inferior a dois milhões de sacas de café. Mesmo com a recuperação verificada nos preços internacionais do produto – que é atrelado ao dólar –, os representantes dessa cadeia produtiva também não vêem muito o que comemorar, pois a cotação da moeda americana vem caindo no país.
Já no plano nacional, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra deste ano deverá atingir 127,9 milhões de toneladas, um aumento de 9,7% no comparativo com o último balanço, que foi de 116,6 milhões de toneladas. Caso essa projeção seja confirmada, o Brasil terá então um novo recorde desde a colheita de 2003, quando foram registradas 123,6 milhões de tone-ladas. Cenário bem diferente daquele testemunhado em 2006, quando a agricultura teve uma performance negativa em todo o país, o que gerou inúmeras manifestações com o objetivo de cobrar do governo federal medidas de apoio ao setor.