Biofábrica fornecerá mudas para arborização
Plantas desenvolvidas no instituto serão usadas em áreas urbanas
O Instituto Biofábrica do Cacau está desenvolvendo estudos para fornecer mudas para arborização de cidades. O diretor-geral do instituto, Moacir Smith Lima, participou na sexta-feira de um encontro com prefeitos na sede da Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc), a convite do presidente da entidade, Orlando Filho, quando explicou o funcionamento e anunciou os planos da biofábrica para este ano.
No encontro, que teve a participação de 14 municípios representados por prefeitos e assessores, secretários de Agricultura e do consultor em projetos da Organização das Nações Unidas (ONU), Carlos Aquino, Moacir disse desejar ampliar o número de produtos fornecidos pela biofábrica, sendo um deles mudas para arborização urbana.
"A maioria dos municípios não conta com viveiros próprios. Poderemos usar nossa estrutura para produzir e fornecer mudas às prefeituras", afirmou o dirigente. A biofábrica possui viveiros de mudas clonais descentralizados em 17 cidades, "o que poderá facilitar a retirada das mudas pelos municípios".
Uma das plantas em estudo para serem fornecidas é a palmeira imperial, que é ornamental e de fácil adaptação ao clima regional. Moacir, que esteve acompanhado na reunião pelo gerente administrativo-financeiro Lenildo Santana, disse que faz parte dos planos da biofábrica fornecer orquídeas, plantas exóticas e mudas de espécies nativas da Mata Atlântica com endemismo regional.
As palmeiras imperiais adquiridas pelos municípios custam entre R$ 50 e R$ 1,5 mil, mas a biofábrica planeja comercializar a preços acessíveis. O dirigente ressaltou que um dos temas mais discutidos no momento é o aquecimento global. "As populações das cidades são as que mais sofrem com as altas temperaturas, pois são pouco arborizadas", explicou.
Redução da temperatura
Estudos desenvolvidos por climatologistas indicam que o plantio de árvores pode ajudar a reduzir a temperatura entre dois e quatro graus centígrados.
Orlando Filho elogiou a medida: "A biofábrica vai dar uma grande contribuição para deixar nossas cidades mais belas, com ambientes melhores", destacou. Ele citou um projeto de arborização em Brasília que usa fruteiras como a jaca, sugerindo o uso na região.
Moacir disse que o laboratório de micropropagação, inaugurado recentemente, está em estágio experimental e deve entrar em funcionamento definitivo no segundo semestre deste ano. Um dos mais modernos do mundo, ele está instalado em Banco do Pedro, no município de Ilhéus. "A biofábrica está aberta aos prefeitos. A intenção é desenvolver ações articuladas com os vários organismos e instituições regionais, dentre eles a Amurc", afirmou.