Commodities Agrícolas

01/03/2007

Commodities Agrícolas


Reação retardada 
 

Os contratos futuros de açúcar recuaram pela primeira vez nesta semana em Nova York, seguindo o movimento de queda do dia anterior nos mercados americano e chinês e de commodities como milho e ouro. "Foi uma reação retardada às vendas de posições registradas na terça-feira", afirmou Jeff Bauml, diretor-gerente do BNP Paribas Commodity Futures, de Nova York. Os contratos para entrega em maio caíram 21 pontos, ou 1,9%, para 10,59 centavos de dólar por libra-peso, após terem sido negociados a 10,55 centavos, o menor patamar desde 22 de fevereiro. A alta oferta mundial depreciou em 37% os preços do açúcar no último ano. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos do açúcar fechou ontem a R$ 34,61, sem variação, segundo o indicador Cepea/Esalq. 


Rolagem de posições 
 

Os preços futuros do suco de laranja recuaram ontem na bolsa de Nova York, em decorrência das rolagens de posições dos contratos de março para maio e da realização de lucro por especuladores, após os fortes ganhos obtidos no pregão anterior. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que também houve vendas por tradings. O contrato para março recuou 290 pontos, para US$ 2,05 por libra-peso. O contrato para maio recuou 245 pontos, para US$ 2,0050. Na Flórida, houve poucas chuvas na região onde a safra de laranja da variedade valência se desenvolve. A safra deste item está estimado em 140 milhões de caixas, a mais baixa em 17 anos. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias de suco saiu a R$ 15,34, segundo o Cepea/Esalq. 


Recuperação técnica 
 

Os preços futuros da soja tiveram forte alta ontem na bolsa de Chicago, devido a um movimento de compras técnicas após a forte queda registrada no pregão anterior por conta de notícias de que a China reduziria o seu ritmo de crescimento, o que derrubou cotações nas bolsas internacionais. O contrato para maio subiu 8,75 centavos de dólar, para US$ 7,8750 por bushel. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires observaram que o mercado chinês se estabilizou ontem, e não houve notícias que pressionassem a commodity, por isso especuladores refizeram suas posições. O mercado aguarda novas previsões sobre a safra 2007/08 dos EUA, que será tema do Agricultural Outlook Forum, que começa hoje. No Brasil, a saca recuou 0,39% ontem, para R$ 33,16, segundo o Cepea/Esalq. 


Compra especulativa 
 

Os contratos de milho subiram ontem na bolsa de Chicago, recuperando parte das perdas registradas no pregão de terça-feira, graças a um movimento de compras por especuladores. O contrato para março subiu 14,25 centavos de dólar, para US$ 4,2525 por bushel. Maio subiu 11,25 centavos de dólar, para US$ 4,3550. Um analista ouvido pela Dow Jones Newswires disse que ainda há incertezas sobre a área a ser plantada com milho nos EUA na próxima safra, e faltam notícias que levem o mercado a uma mudança de tendência significativa. O pregão foi marcado por coberturas de posições e o fim das vendas por especuladores. No mercado interno, o preço médio da saca negociada em Campinas recuou 0,54%, para R$ 20,57. No mês, a queda foi de 16,24%, segundo o Cepea/Esalq.