Pinhalzinho quer ser a terra do cogumelo
Cultivo de champignon é ideal para propriedades familiares porque tem produção o ano inteiro
Até o final de 1.999, José Carlos de Oliveira era caseiro de uma fazenda em Pinhalzinho (SP). Hoje, ele emprega 8 funcionários e processa 4 toneladas de cogumelo champignon por mês em um de seus sítios. A produção é destinada a uma empresa que compra, embala e comercializa. Oliveira dispõe de seis galpões climatizados, com ar condicionado, cada um contendo mil sacos de substrato para o cultivo do produto, três barracões mantidos em sociedade com amigos e outros dois alugados para um vizinho.
“No começo foi difícil, mas fiz vários cursos. Agora só mexo com cogumelo”, comenta o ex-caseiro, que, no ano que vem, vai instalar mais quatro galpões. Oliveira é o maior produtor de cogumelo champignon do município, que processa, por ano, 250 toneladas em 10 propriedades. A atividade na maioria é familiar e requer mão-de-obra treinada. A colheita é feita até três vezes ao dia e como os galpões são climatizados, ocorre o ano todo. O cogumelo in natura perde 40% do peso depois de ser processado.
FESTA
O município, com cerca de 11 mil habitantes, quer ser reconhecido como a Terra do Cogumelo, segundo Paulo Eraldo Torres Neto, presidente da Associação dos Produtores Rurais e Artesãos de Pinhalzinho. “Nossa idéia é identificar a cidade com o cogumelo”, diz.
O interesse pelo slogan cresceu após a realização da primeira festa do cogumelo de Pinhalzinho, em janeiro. “A festa serviu para reunir os interessados, rendeu bons contatos e resultou em novas idéias”, conforme Carlos Mendes, um dos organizadores. “Tem um projeto na Câmara Municipal que quer mudar os atuais telefones públicos e placas de sinalizações com o símbolo da cidade, que passará a ser o cogumelo”, conta.