Vítimas da enchente do São Francisco recebem alimentos

05/03/2007

Vítimas da enchente do São Francisco recebem alimentos

Presidente das Voluntárias Sociais faz a entrega de parte das doações arrecadadas pela campanha ‘Carnaval Sem Fome’

 

As vítimas da enchente do Velho Chico começaram a receber ontem parte dos alimentos arrecadados pela campanha Carnaval Sem Fome. A entrega foi feita pela presidente das Voluntárias Sociais da Bahia, Fátima Mendonça, e pelo diretor executivo do comitê baiano do movimento Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e pela Vida, Raimundo Bandeira, no Centro Cultural de Bom Jesus da Lapa, na região do Médio São Francisco, a 777quilômetros de Salvador.

Na visita, Fátima Mendonça também participou da inauguração da nova sede do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), onde 260 crianças são assistidas. A primeira-dama aproveitou sua ida mais uma vez ao município para voltar à famosa Gruta de Lapa, onde fica o santuário do Senhor Bom Jesus da Lapa, e conhecer o Abrigo Aloísio Tanajura, que cuida de crianças encaminhadas pelo Conselho Tutelar.

Feliz por ter contribuído para minimizar o sofrimento das vítimas das chuvas, Fátima Mendonça ressaltou a participação do povo baiano na ajuda às famílias atingidas pela enchente. "Com a ajuda da população, assumimos o compromisso de arrecadar alimentos para as vítimas e aqui estamos cumprindo essa missão", disse. Ela afirmou ainda que não poderia deixar de retornar à gruta para fortalecer sua fé e pedir ajuda para continuar ajudando ao povo da Bahia.

Ajuda na hora certa

 

Jucilene Neves, 30 anos, declarou que os alimentos chegaram no momento exato. "Minha família já estava sem comida", disse. Moradora de um dos bairros atingidos pelas águas, Jucilene contou que todo ano é obrigada a procurar abrigo por causa das inundações.

A agricultora Donizete dos Santos, 38 anos, foi outra que agradeceu a ajuda. Ela afirmou que a casa onde morava foi destruída pelas águas, assim como sua pequena lavoura. "A perda de tudo é situação costumeira para quem vive às margens do rio ou nas ilhas", resumiu.

O prefeito Roberto Maia foi outro que se mostrou satisfeito com a ajuda recebida. "Chegou em boa hora. Temos cerca de 1,5 mil desabrigados e esses alimentos vêm num momento importante. As águas do rio ainda não baixaram, o que impede as famílias de retomarem suas lavouras. A população ribeirinha vive basicamente da agricultura de subsistência", explicou.