05/03/2007
Commodities Agrícolas
Compras especulativas |
Os preços futuros do algodão fecharam com ligeira alta sexta-feira, puxados por compra de especuladores no mercado. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o pregão a 53,89 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 19 pontos. No mercado paulista, o algodão encerrou sexta-feira a R$ 1,403 a libra-peso, ligeiro recuo de 0,18%, segundo o índice Cepea/Esalq. A continuidade da resistência compradora nos últimos dias manteve ligeira pressão sobre as cotações do algodão em pluma, ainda que a oferta também estivesse baixa, segundo o Cepea. A baixa demanda por parte do comprador deve-se ao fato de os preços domésticos estarem muitos próximos da paridade de importação. A colheita no país começa a partir de março na região Sudeste. |
EUA estocados |
Os preços futuros do café caíram na sexta-feira, pressionados pelo aumento dos estoques do grão nos Estados Unidos. As reservas americanas são consideradas mais do que suficientes para atender à demanda, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,1515 a libra-peso, queda de 145 pontos. Em Londres, os contratos para maio encerraram a US$ 1.496 a tonelada, queda de US$ 32. Os estoques de café dos armazéns da Europa e dos EUA monitorados pela Bolsa de Café, Açúcar e Cacau de Nova York subiram 0,3%, para 3,75 milhões de sacas, e registram alta de 12% nos últimos nove meses. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 260,96, com queda de 1%, segundo o índice Cepea/Esalq. |
Alta no país |
Os produtores de leite do país receberam em média dos laticínios, em fevereiro, R$ 0,5005 pelo litro produzido em janeiro, segundo levantamento do Cepea/Esalq baseado no comportamento do mercado em sete Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia). O valor médio apurado foi 2,32% superior ao observado no mês anterior, e a alta foi motivada por uma queda no volume de leite captado em janeiro. Tal tendência de queda não é incomum para meses de janeiro, mas análise do Cepea destaca que neste ano houve particular influência das fortes chuvas que caíram em algumas regiões. As chuvas prejudicam o escoamento e também a produtividade das vacas, que pode cair com o desconforto provocado. |
Menor oferta |
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta na sexta-feira, atingindo a maior cotação desde dezembro último, impulsionados por especulações de que a oferta do produto ficará limitada até que o Brasil, o maior produtor mundial, dê início à colheita da sua safra, segundo a agência Bloomberg. Em Nova York, os contratos para julho encerraram a 11,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 21 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para agosto fecharam a US$ 335,20 a tonelada, aumento de US$ 5,20. O aumento da demanda por parte da Rússia, maior importador mundial, e a redução da produção por parte do México no primeiro trimestre deste ano também dão suporte aos preços. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 34,80, segundo o Cepea/Esalq. |