Cesta básica sobe 4,36% em Salvador
< P align=justify> O custo da cesta básica em Salvador registrou majoração de 4,36% em fevereiro na comparação com o mês anterior. O índice significa que o trabalhador soteropolitano teve que gastar R$ 143,23 para adquirir os 12 produtos da cesta, contra os R$ 137,24 registrados em janeiro.
A informação foi divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). A majoração de fevereiro representa a maior alta no preço da cesta nos últimos três meses. Já nos últimos 12 meses, a variação do custo dos alimentos básicos acumula alta de 11,79%, na capital baiana.
A elevação no preço da ração essencial mínima no mês passado decorreu da alta de preços de sete dos 12 produtos que compõem a cesta. O tomate foi o alimento que apresentou a maior elevação de preço no período, de 28,57%. O relatório divulgado pelo Dieese aponta que o preço do tomate foi impulsionado por conta de fatores climáticos, como o excesso de chuvas nas principais regiões produtoras, o que provocou queda no fornecimento, pois o tomate se ressente da umidade.
PRODUTO – A escalada de preços altos no período prossegue com a manteiga (9,58%), farinha de mandioca (8,21%), café (3,81%), leite 0,68%), arroz (0,65%) e pão francês (0,51%). Contrabalançaram a tendência de alta no mês passado óleo de soja (-2,62%), açúcar (-1,96), carne bovina (-1,67%) e banana (-0,72%). Já o preço do feijão permaneceu estável.
A supervisora técnica do Dieese, a economista Ana Georgina Dias, avalia que o índice captado pela instituição representou um significativo aumento no custo de vida da população de Salvador. Ela observa que, no mês passado, considerandose uma família de quatro pessoas, o valor necessário a ser investido para adquirir a alimentação básica do grupo foi de foi de R$ 429,69. O valor equivale a aproximadamente 1,23 vez o salário mínimo bruto – R$ 350. “Esta situação demonstra que nem mesmo os recentes aumentos do salário mínimo ampliaram de maneira satisfatória o poder de compra da população”, aponta a economista.
Os números reforçam a percepção de Georgina. O trabalhador soteropolitano que ganha um salário mínimo comprometeu 44,31% de seu rendimento líquido (equivalente a R$ 323,22, após o desconto de 7,65% referente à contribuição previdenciária) para a compra da cesta básica individual no mês passado. Em janeiro, o comprometimento foi menor: 42,46%. Este mesmo trabalhador precisou exercer sua atividade laboral por 90 horas e 2 minutos para comprar a cesta básica em fevereiro, contra 86 horas e 16 minutos no em janeiro.
Apesar da majoração no preço da cesta básica verificado no mês passado, Salvador não aparece com destaque no ranking dos maiores preços da ração essencial mínima, entre as 16 regiões metropolitanas pesquisadas pelo Dieese.
Os maiores custos no conjunto dos 12 produtos foram captados em São Paulo (R$ 185,96); Belo Horizonte (R$ 185,37); Porto Alegre (R$ 184,85); e Rio de Janeiro (R$ 177,69). Já o custo da cesta básica em Salvador é o 13º mais elevado do País. Os menores preços foram registrados em João Pessoa (R$ 141,54), Aracaju (R$ 141,56) e Fortaleza (R$ 142,63).
LUIZ SOUZA