Commodities Agrícolas
Recuperação técnica
Os preços futuros do trigo subiram ontem nas bolsas de Chicago e Kansas, por conta de compras de especuladores em um movimento de recuperação técnica, informou a agência Dow Jones Newswires. Em Chicago, o contrato para maio subiu 5 centavos de dólar, para US$ 4,78 por bushel. Na bolsa de Kansas, o contrato para maio subiu 1,25 centavo de dólar, para US$ 5,0250. De acordo com a agência Reuters, a alta do petróleo e dos metais deram suporte aos preços. As notícias de que a China terá perda na safra devido a problemas com clima também estimulou a alta. A produção chinesa deve cair 4,2% neste ano, para 99,5 milhões de toneladas. Nos últimos 12 meses, a China já elevou as importações de trigo em 28%. No Paraná, o preço médio da saca recuou 0,55%, para R$ 25,16 segundo o Deral.
China planta menos
O Centro Nacional de Informações de Óleos e Grãos da China estimou ontem redução de 3,3% na área plantada com soja naquele país neste ano, para 8,8 milhões de hectares, e produção de 15,4 milhões de toneladas. Conforme a estatal, os produtores redirecionaram a área para milho. Ontem, os preços da soja subiram na bolsa de Chicago com compras por fundos, sob influência da alta do petróleo e dos metais, observou Renato Sayeg, da Tetras Corretora. "O mercado está devolvendo o pessimismo vivido na semana passada", disse, referindo-se à mudança nas previsões sobre recessão nos EUA e crescimento da economia chinesa. O contrato para maio subiu 9,50 centavos de dólar, para US$ 7,5725 por bushel. O mercado interno ficou travado. A saca em Paranaguá era cotada a R$ 35,30.
Vendas especulativas
Os preços futuros do suco de laranja registraram queda ontem na bolsa de Nova York, em reação a um movimento de especulação, disseram operados à agência Dow Jones. Os contratos para maio recuaram 150 pontos e fecharam o pregão a US$ 2,0210 por libra-peso, enquanto os de março perderam 230 pontos, para fechar a US$ 2,06030 por libra-peso. "O spread de maio/junho diminuiu significativamente, o que influenciou o mercado e levou a vendas especulativas", explicou Jim Quinn, analista de commodities da A.G. Edwards, de Nova York. O consultor americano também atribuiu a queda a correções técnicas. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja fechou a R$ 15,33, sem registrar variação em relação ao pregão anterior, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Fundos compram
Os preços futuros do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York, com compras por especuladores e fundos. O contrato para março recuou 5 pontos, para 54,45 centavos de dólar por libra-peso. Maio subiu 89 pontos, fechando a 54,48 centavos de dólar. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, a alta nos preços do petróleo e metais estimulou a ação dos fundos de investimento, dando suporte às commodities agrícolas de modo geral. No mercado, especula-se que a China eventualmente comprará algodão dos EUA para abastecer seu mercado interno na safra 2006/07. Os embarques americanos neste ciclo estão 35% menores em relação à safra passada. No Brasil, o preço da pluma recuou 0,34% ontem, para R$ 1,3928 por libra-peso, segundo o Cepea/Esalq.