Commodities Agrícolas

09/03/2007

Commodities Agrícolas

 


Foco na Flórida

A expectativa de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reduza sua estimativa para a produção de laranja da Flórida em levantamento que será divulgado hoje (dia 9) motivou a alta das cotações do suco ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março encerraram o pregão negociados a US$ 2,0820 por libra-peso, com ganho de 190 pontos, ao passo que os futuros para entrega em maio subiram 210 pontos e alcançaram US$ 2,0420. A última projeção do USDA para a Flórida sinalizou 140 milhões de caixas de 40,8 quilos em 2006/07, e analistas acreditam em um corte de até 3 milhões. No mercado interno, a caixa da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 15,33 na média paulista, de acordo com o Cepea/Esalq. 


Compras especulativas

As cotações do cacau encerraram a quinta-feira em alta na bolsa de Nova York, impulsionadas por compras especulativas e de fundos de investimentos. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 1.740 por tonelada, com valorização de US$ 30. Maio subiu US$ 40 e chegou a US$ 1.755, enquanto julho, com o mesmo salto de US$ 40, alcançou US$ 1.782. Apesar dos ganhos, traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires lembraram que o mercado está um pouco pressionado pela assinatura de um acordo de paz entre governo e rebeldes na Costa do Marfim, maior produtor e exportador de cacau do mundo. No mercado doméstico, a arroba saiu por R$ 58 em Ilhéus e Itabuna, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau. 


À espera do USDA

Os contratos futuros de milho fecharam em queda ontem (dia 8) na bolsa de Chicago num movimento de consolidação antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) hoje. O contrato de maio recuou 3 centavos e fechou a US$ 4,215 por bushel. O volume de negócios foi pequeno e traders se mantiveram cautelosos à espera dos números do USDA, disseram analistas à Dow Jones Newswires. As exportações de milho dos EUA na semana ficaram acima do previsto, mas não foram suficientes para atrair compradores em Chicago. As vendas somaram1,258 milhão de toneladas, quase quatro vezes mais que na semana anterior. Em Campinas, a saca de milho ficou em R$ 20,30, queda de 0,51%, segundo indicador Esalq/BM&F. 


De olho no Brasil

Os futuros de açúcar registraram queda ontem (dia 8) na bolsa de Nova York, pressionados por vendas de tradings e de fundos de índice. Compras de algumas tradings limitaram a queda das cotações, segundo a Dow Jones Newswires. Analistas disseram que o mercado estava esperando pelos desdobramentos do encontro entre o presidente Lula e seu colega americano Bush em São Paulo, hoje. O contrato de julho fechou com queda de 7 pontos a 10,51 centavos de dólar. Lula e Bush devem discutir um acordo sobre etanol focado na comercialização e tecnologias de produção. A expectativa é de que o governo Lula peça aos EUA a redução da tarifa para exportação de etanol, que é de US$ 0,54 por galão. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar ficou em R$ 34,85 por saca, queda de 0,11 %.