UE quer que Brasil amplie análises

09/03/2007

UE quer que Brasil amplie análises


 

Relatório preliminar da União Européia apresentado ontem ao Ministério da Agricultura indica grave deficiência de pessoal especializado para operar a rede de laboratórios federais e sugere a ampliação de investimentos na área. Os auditores da UE também alertam para a necessidade de ampliar as análises de resíduos e contaminantes, como medicamentos e drogas, em animais vivos e produtos de origem animal. 


Maior importador de produtos agropecuários brasileiros, a UE ameaça, desde meados de 2006, barrar as compras por causa de falhas verificadas nestes controles internos do Brasil. Sob pressão, o Ministério da Agricultura apresentou um plano com cronograma emergencial de monitoramento de resíduos, detalhamento das formas de sua operacionalização e fixação de prazos e metodologias para as análises. Para este ano, o governo prometeu ampliar a gama de resíduos e contaminantes analisados e elevar de 19,7 mil para 51 mil o volume de amostras avaliadas pelo Programa Nacional de Controle de Resíduos (PNCR). 


"A auditoria foi bastante favorável ao nosso trabalho. Conseguimos avançar muito. Mas é apenas o primeiro de vários passos que serão necessários", diz o coordenador de Controle de Resíduos e Contaminantes do Ministério da Agricultura, Leandro Feijó. "O importante foi termos recuperado a credibilidade". 


Embora tenha investido R$ 39 milhões na aquisição de equipamentos para os laboratórios em 2006, o Brasil precisará avançar na formação e na capacitação de pessoal, segundo ele. Estão previstos investimentos adicionais de R$ 5,7 milhões na rede em 2007. Há ainda estimativa de aplicar R$ 22 milhões no PNCR. 


O relatório preliminar deve tornar-se um documento oficial que será enviado ao Brasil em 25 dias. O ministério terá outros 30 dias para responder às questões pendentes. Só então a UE decidirá se aceita as explicações ou amplia as exigências. Ainda não estão descartadas eventuais sanções comerciais.