Commodities Agrícolas

12/03/2007

Commodities Agrícolas

 


Rolagem de posições

Os preços futuros do cacau fecharam em alta, na sexta-feira, nas bolsas internacionais, impulsionados por movimento de rolagens de posição dos contratos que vão expirar no mês de março. Em Londres, os contratos para maio encerraram o dia a 999 libras esterlinas, com aumento de 3 libras. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1.793 a tonelada, com alta de US$ 17. O mercado está atento ao clima seco no oeste da África, uma vez que a região está em período de safrinha. Traders disseram que o período de estiagem prejudica o desenvolvimento da safra de cacau na Costa do Marfim, principal produtor mundial. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou na sexta-feira a R$ 57, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau. 


Custo à indústria sobe

A Tropicana, unidade de sucos da PepsiCo, que compra 40% da safra de laranjas da Flórida, informou à agência Dow Jones Newswires que a safra menor no Estado causará aumento em seus custos e, em conseqüência nos preços ao varejo. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) projetou a safra da Flórida em 132 milhões de caixas, 8 milhões a menos que a previsão de fevereiro. Na sexta-feira, os contratos de suco de laranja recuaram fortemente na bolsa de Nova York, com vendas de especuladores, que previam que o USDA reduzisse a projeção de safra em 10 milhões de caixas. O contrato para maio recuou 430 pontos, para US$ 1,9990 por libra-peso. No Brasil, a caixa de 40,8 quilos vendida às indústrias de suco foi cotada a R$ 15,33, segundo o indicador Cepea/Esalq. 


Mercado calmo

Os preços futuros do algodão fecharam praticamente inalterados na sexta-feira na bolsa de Nova York, com compras de especuladores, que consideraram neutro o relatório de oferta e demanda global do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), informou a Dow Jones Newswires. O contrato para maio subiu 1 ponto, para 54,50 centavos de dólar por libra-peso. Julho subiu 12 pontos, para 55,21 centavos de dólar. Como já era previsto pelo mercado, o USDA reduziu a projeção de exportações americanas em 500 mil fardos, para 14 milhões de fardos, e elevou os estoques finais em 500 mil fardos, para 8,8 milhões, o mais alto desde 1985/86. A produção global foi elevada de 116,56 milhões para 116,75 milhões de fardos. No Brasil, a libra-peso subiu 0,01%, para R$ 1,3841, segundo o Cepea/Esalq. 


Relatório morno

Os preços futuros do trigo fecharam com ligeira queda em Kansas e em alta em Chicago, em um pregão marcado pelo relatório apático do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). Analistas ouvidos pela agência Reuters disseram que o relatório do USDA não apresentou surpresas. Em Kansas, os contratos para maio encerraram o dia a US$ 5,02 o bushel, com ligeira queda de 0,25 centavos. Na bolsa de Kansas, os contratos para maio fecharam a US$ 4,76 o bushel, com alta de 1 centavo. O USDA manteve a área plantada para o trigo em 57,3 milhões de acres no relatório de março. A produção de trigo foi mantida em 326,6 milhões de toneladas. No Paraná, o preço médio da saca de 60 quilos do trigo encerrou o dia a R$ 25,22, com aumento de 0,2%, segundo o Deral.