Região oeste espera safra recorde

12/03/2007

Região oeste espera safra recorde

O oeste da Bahia se prepara para uma safra recorde de 4.675.031 toneladas de grãos, que vai gerar mais de R$ 3 milhões, somando as culturas de soja, algodão e milho, as três principais da região, segundo estimativas de órgãos do setor.
Ao contrário de safras anteriores, a expectativa é de otimismo, devido ao clima, que tem se apresentado favorável, e à melhora nos preços dos produtos – o que deve amenizar a situação de produtores endividados devido à retração na produtividade e aos baixos preços registrados nas últimas safras.
O consultor de agronegócios Ivanir Maia disse que com uma safra mais otimista, a região retoma o crescimento. “Os valores não serão suficientes para equalizar as pendências financeiras, mas darão um ânimo ao comércio, que sofreu grande impacto com a crise de 2006”, avalia, acrescentando que nesta safra os produtores investiram menos recursos em insumos, o que pode apresentar uma renda maior de 25%, em relação a 2006.

PROJEÇÕES – Plantada em 850 mil hectares, a soja, principal produto regional, começa a ser colhida este mês, com estimativa de produtividade média acima de 48 sacas por hectare, somando cerca de 2,5 milhões de toneladas. A saca (69 kg), vendida no passado, em média, por R$ 23, está em torno de R$ 27, com 18% de acréscimo. As chuvas ajudaram no crescimento das plantas, porém, por outro lado, favoreceu a ferrugem asiática.
O algodão, nesta safra plantando em 268.862 hectares, está na fase de florescimento e a expectativa é que produza 1.028.397 toneladas do produto em caroço, o equivalente a 400 mil toneladas de pluma, o que coloca a Bahia como segundo maior produtor do Brasil.
Com média histórica de produtividade de 250 arrobas por hectare, a estimativa é alcançar 255 arrobas por hectare. Nesta safra, os preços estão 5% acima do ano passado, e a arroba passou de R$ 41 para R$ 43. A influência do clima nesta cultura, que necessita de menos umidade que as demais, por enquanto é considerada boa. No entanto, exige maior cuidado no tocante a prevenção de pragas, principalmente o bicudo.
O milho ocupa uma área de 166 mil hectares com previsão de colher 1.095.600 toneladas a uma produtividade média de 110 sacas por hectare, enquanto que a média histórica é de 100 sacas por hectare.
No ano passado, como reflexo dos fatores climáticos, a cultura produziu uma média de 67 sacas por hectare.
Com preços em torno de R$ 20 a saca (60 kg), o milho ganhou um aumento de 18% em relação a 2006, quando a saca foi vendida em uma média de R$ 16. Juntos, os três principais produtos agrícolas da região devem movimentar este ano R$ 3.171.470.