As exportações baianas, no primeiro bimestre do ano, tiveram um incremento de 14%, em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas externas alcançaram o montante de US$986,7 milhões (R$2,07 bilhões), enquanto as importações somaram US$731,8 milhões (R$1,5 bi), o que resultou em um saldo positivo de cerca de US$255 milhões na balança comercial. O valor dos produtos exportados pela Bahia representou o equivalente a 50% de todas as vendas ao exterior realizadas pelo Nordeste, que somaram pouco mais de US$2 bilhões (R$4,1 bilhões).
Segundo os números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), os produtos tradicionais da pauta de exportação baiana, como os derivados de petróleo, veículos e celulose, continuam em alta. Mas o destaque, este ano, vem sendo do setor metalúrgico. A Caraíba Metais ultrapassou a Petrobras, Ford e Braskem, e agora lidera o ranking entre as maiores exportadoras do estado, com a venda de catodos e fios de cobre, totalizando US$153,3 milhões no bimestre, ou 15,5% de todas as exportações. Somente o volume de catodos (US$103 mi) foi elevado em 542%, em relação à soma de janeiro e fevereiro do ano passado.
Mas foram os automóveis com motor os principais produtos exportados pela Bahia nos primeiros dois meses de 2007, totalizando US$107,1 milhões e crescimento de 4,9%. Somados os veículos desmontados e peças, a Ford totalizou US$116,2 milhões em vendas externas no período, mas ficando em segundo lugar entre as empresas exportadoras do estado, com 11,7% do total. A montadora é seguida pela petroquímica Braskem (US$97,5 milhões) e pela Petrobras (US$90,8 milhões).
As importações também cresceram, e em ritmo ainda maior, com alta de 25,7% no bimestre. A aquisição de sulfeto de cobre do Chile colocou este país no primeiro lugar na lista de fornecedores para o estado. A compra do produto, pela Caraíba Metais, somou US$164,4 milhões, seguido pelas naftas, que totalizaram US$100,4 milhões. A Argentina foi o segundo maior exportador para a Bahia, com US$77,3 milhões, seguida dos Estados Unidos, que venderam o equivalente a US$60,3 milhões. Juntos, estes três países representaram cerca de 44% de todas as importações baianas.
PEDRO CARVALHO