Rio baixa 3 metros na região de Malhada

16/03/2007

Rio baixa 3 metros na região de Malhada

Aos poucos, as famílias desalojadas pela cheia do Rio São Francisco, em Malhada (a 900 km de Salvador), retomam a rotina e começam a reconstruir suas vidas. Sem ajuda oficial, muitos ainda moram em casas de parentes ou continuam amontoados em escolas e outros prédios públicos.
O alívio com a baixa do nível do São Francisco, que em duas semanas reduziu três metros e chegou a quatro metros e meio, contrasta com a tristeza de olhar para o horizonte e ainda avistar um mar de lama onde antes eram lavouras de feijão, mandioca e milho.

O sertanejo sabe que o desafio de agora em diante será tão árduo como o enfrentado na enchente de 1992. A equipe da Secretaria Municipal de Agricultura não pára de receber pedidos de ajuda. De acordo com o secretário, José Castor, grande parte das famílias isoladas nas ilhas encobertas pelas águas está de volta.

A movimentação é intensa nas ilhas do Escuro e da Melancia, a maior das cinco localidades ilhadas. Castor enfatiza que das 700 famílias desabrigadas, pouco mais de 100 continuam em casa de parentes e em barracos montados nas partes mais altas do município. O próximo passo é retomar o plantio interrompido pelas águas nas margens do rio. A Prefeitura deMalhada requisitou ao Estado um volume de 15 toneladas de sementes de milho e feijão para serem distribuídas entre 300 famílias de agricultores.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, por intermédio do secretário Jorge Solla, chegou à conclusão de que as regiões atingidas pela cheia do rio, caso de Malhada, Carinhanha e outros municípios do sudoeste e oeste, estão sob controle no que diz respeito a problemas de saúde.

JUSCELINO SOUZA