Commodities agrícolas

21/03/2007

Commodities agrícolas


Perda de 22%

O frango vivo já acumula queda de 21,6% no mercado independente de São Paulo este mês. O produto na granja iniciou março a R$ 1,85 o quilo e fechou ontem a R$ 1,45, de acordo com a Jox Assessoria Agropecuária. Oto Xavier, da Jox, disse que as vendas fracas de frango abatido pressionam a ave viva. Além disso, também houve maior volume de produto no mercado, já que integrações - que criam para o próprio abate - entraram vendendo frango vivo. Também pesa na oferta o maior volume de aves alojadas em janeiro - 420,5 milhões de pintos de corte -, 3,06% mais que em igual mês de 2006. No médio atacado paulista, o frango abatido fechou ontem a R$ 1,98 o quilo, em média, ante R$ 2,00 na segunda-feira e R$ 2,25 no início deste mês, de acordo com a Jox.

 

Exportação avança

As exportações brasileiras de milho em fevereiro passado somaram 354,4 mil toneladas, 106% mais que em igual período de 2006, mas 22,9% a menos que em janeiro deste ano, segundo dados da Secex, compilados pela Céleres. No bimestre, as vendas externas totalizaram 814,1 mil toneladas; foram 229,4 mil toneladas nos primeiros dois meses de 2006. A Espanha foi responsável pela compra de 41,6% do volume total no bimestre. A Céleres prevê mercado volátil para o milho no front externo, mas afirma que apesar das recentes quedas dos preços, as cotações ainda estimulam as exportações do produto. Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em alta ontem com compras técnicas e de fundos em um pregão movimentado, segundo traders. Os contratos de julho subiram 7 centavos de dólar a US$ 4,17 por bushel.

 

Maior valor desde 2003

Os preços futuros do cacau registraram forte alta ontem na bolsa de Nova York, atingindo a maior cotação desde maio de 2003. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg disseram que a alta da libra esterlina em relação ao dólar estimulou as compras. A queda de 23,5% nas vendas externas da Costa do Marfim em fevereiro, para 142,8 mil toneladas, e previsões de aumento dos níveis de moagem nos EUA e Europa também favoreceram a alta. O contrato para julho subiu US$ 85 e fechou a US$ 1.890 por tonelada. Em Londres, os preços do cacau também subiram com compras de especuladores. O contrato para julho subiu 24 libras, para 1.030 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba subiu 3,4%, para R$ 60, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).

 

Efeito etanol

Os preços futuros do trigo fecharam em alta ontem no mercado americano. A valorização, mais uma vez, foi impulsionada pelas especulações de que os agricultores dos EUA devem plantar menos trigo para semear mais milho, utilizado para a produção de etanol. Cerca de 5,7 milhões de hectares deverão ser plantados nesta safra com trigo de primavera, queda de 6% em relação a 2006, segundo a Informa Economics. Produtores americanos deverão trocar o trigo - cujos preços subiram 30% frente ao ano passado - pelo milho, que acumula ganho de 83% com a demanda por etanol. Os contratos de julho subiram 6,25 centavos de dólar, para US$ 4,7625 o bushel em Chicago ontem. Em Kansas, julho teve alta de 4,25 centavos a US$ 4,8725. No Paraná, a saca fechou a R$ 25,21, queda de 0,47%, segundo o Deral.