Técnica garante economia para produtor
Projeto de preservação de ovinos e caprinos desenvolvido pela EBDA busca melhor aproveitamento dos recursos naturais
Contribuir com o desenvolvimento do semi-árido baiano e gerar maior retorno econômico para o agricultor por meio do aproveitamento dos recursos naturais e da possibilidade de desencadear diversas cadeias produtivas. Esta é a proposta do projeto de preservação de ovinos e caprinos que a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) desenvolve nos municípios de Jaguarari e Jaguaquara com as raças Morada-nova e Rabo-largo, que, por serem rústicas, se adaptam às regiões mais áridas.
Os pequenos produtores familiares são orientados por técnicos da empresa sobre manejo racional, separação de animais, controle de verminose e preservação de plantas nativas e de nascentes dos rios. Na área alimentar, por exemplo, aprendem a preservar plantas nativas, como mata-pasto, favaleira e catingueira. São plantas que têm valor forrageiro e garantem uma alimentação de boa qualidade para os animais. Dentre as vantagens de se criar animais dessas raças,
estão a menor idade para reprodução e venda, três partos em dois anos e tempo menor para comercialização. O animal da raça Morada-nova já é deslanado (animais sem lã), o que possibilita acréscimo nos preços, pois seu couro é mais adequado a artesanato como confecção de bolsas, sapatos e outros derivados.
"A pele de animais deslanados fornece uma estrutura superior para o beneficiamento nos curtumes, o que representa maior agregação de valor para o setor produtivo, tanto para as indústrias que exportam para a Europa, como para o mercado interno", disse o coordenador da Divisão de Caprinos Ovinos e Pequenos Animais, Ueliton Regis.
Estações experimentais
A EBDA possui duas estações experimentais que trabalham com preservação das raças. A de Caraíba, que fica no município de Jaguarari, com 92 animais da raça Rabo-largo, e 47 da raça Morada-nova, criados em pastos e recebendo suplementação alimentar. E a estação de Jaguaquara, com 73 animais da raça Rabo-largo e 15 da raça Morada-nova.
Esse projeto está sendo executado por pesquisadores e técnicos da EBDA, estudantes e técnicos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e do Centro Nacional de Recursos Genéticos.