Adab vai fiscalizar via internet vendas de agrotóxicos no estado
A Bahia será o segundo estado brasileiro a contar com a fiscalização eletrônica do comércio e uso de agrotóxicos. Para tanto, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) finalizou ontem a implantação de um software que reúne todos os dados referentes à compra, venda e destinação final dos agroquímicos por loja revendedora, marca comercial e município.
Esse trabalho já é realizado, em caráter experimental, em Minas Gerais, por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), há três meses.
De acordo com o fiscal agropecuário do IMA, Heitor Schiavon, após serem feitos os primeiros levantamentos pelos dois estados, o projeto será encaminhado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que seja distribuído ao restante do país. "O sistema mede o consumo de agrotóxico por região e gera relatórios periódicos", disse.
O software foi desenvolvido em duas versões. Um modelo é administrativo e para uso dos órgãos estaduais de defesa agropecuária. O outro será disponibilizado às casas de revenda de agrotóxicos, que devem acessar os sites das instituições para baixar o programa.
Maior responsabilidade.
Segundo o diretor de Defesa Sanitária Vegetal da Adab, Cássio Peixoto, a informatização do mercado vai otimizar a fiscalização dos insumos agrícolas e garantir uma maior responsabilidade quanto ao seu destino."Vamos ser informados mais rapidamente sobre a quantidade de defensivos vendidos numa determinada região, por exemplo. Isso vai facilitar a atuação por parte dos nossos fiscais, bem como assegurar produtos de qualidade aos agricultores", afirmou Peixoto.
Em 2005, a Bahia foi o estado que mais consumiu agrotóxicos no Norte e Nordeste, com a venda de pouco mais de 20 mil toneladas, e foi o nono colocado no ranking nacional. O comércio de defensivos movimentou no estado cerca de US$ 118 milhões. As culturas que mais utilizaram agroquímicos foram as de algodão, soja e banana, respectivamente.