Commodities Agrícolas
Paraná pede atenção
O secretário de Agricultura do Paraná, Valter Bianchini, vai entregar ao novo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, documento pedindo uma atenção especial para a política nacional de incentivo ao trigo. O Paraná é responsável por cerca de 50% da produção nacional. O secretário afirma que o Estado está disposto a plantar 1 milhão de hectares, com previsão de produção de 2,4 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 25,17, com variação negativa de 0,47%, segundo o Deral. Na bolsa de Kansas, os contratos para julho fecharam a US$ 4,75 o bushel, com recuo de 9,25 centavos. Em Chicago, os contratos para julho fecharam a US$ 4,68 o bushel, queda de 2,25 centavos.
Vendas especulativas
Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, na bolsa de Nova York, pressionados por movimento de liquidação de fundos e vendas de especuladores no mercado. Os contratos para julho encerraram o dia a US$ 1,1525 a libra-peso, com recuo de 190 pontos. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones informaram que o mercado ficou pressionado com as vendas especulativas, mas a expectativa é de que os preços voltem a subir nas próximas sessões. No mercado paulista, a saca de 60 quilos de boa qualidade está entre R$ 255 e R$ 260, segundo o Escritório Carvalhaes. No Paraná, alguns produtores chegaram a fazer uma colheita precoce, mas boa parte da safra de café arábica ocorrerá a partir de junho. A colheita do robusta começa em abril em alguns Estados do país.
Correção técnica
Os preços futuros do cacau recuaram ontem na bolsa de Nova York, com vendas de especuladores influenciados pela alta do dólar em relação à libra. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que tratou-se de um movimento de correção técnica. O contrato para julho recuou US$ 32, para US$ 1,919 por tonelada. Analistas prevêem novas altas, já que a safra global deve ser inferior à demanda. Há previsões de clima seco na região das lavouras da Costa do Marfim, maior produtor global. Na bolsa de Londres, os preços também recuaram com vendas de especuladores e o contrato para julho recuou 6 libras, para 1.046 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba foi vendida em média a R$ 62, informou a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Alojamento cresce
O excesso de oferta de frango no mercado num momento de falta de demanda voltou a pressionar as cotações da ave viva ontem em São Paulo. O preço caiu mais R$ 0,05, para R$ 1,25 o quilo, segundo a Jox Assessoria Agropecuária. De novo, integrações que produzem para o abate próprio ofertaram frango vivo no mercado, conforme a Jox. Com a demanda pouco aquecida, o frango resfriado caiu mais R$ 0,10 no médio atacado paulista e fechou com preço médio de R$ 1,80 o quilo. Um mês antes, a cotação era R$ 2,25. Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco) citados pelo Avisite, o alojamento de pintos em fevereiro - mês com 28 dias - foi de 390,842 milhões, 10% mais que em igual mês de 2006. Em janeiro, o alojamento atingiu o recorde de 420,5 milhões.