País tem tecnologia de ponta e genética

29/03/2007

País tem tecnologia de ponta e genética

Quem quer investir na ovinocultura, nem precisa de terra, há criatórios que levam até animal à pista

Graças ao uso de tecnologia de ponta, o que inclui inseminação artificial, transferência de embriões, fertilização in vitro (FIV), manejo, sanidade e alimentação, o País possui genética ovina para carne, como a nordestina santa inês, a sul-africana dorper, a inglesa suffolk e a francesa texel.

O sócio da Estância Dolly, Fred Bezerra, com criações em Pernambuco, Pará e São Paulo, há 10 anos instalou um criatório em Itatinga (SP), onde tem 250 doadoras. No local funciona o centro de comercialização de animais, produtos e serviços. Além de genética e mão-de-obra, Bezerra diz que o mercado é carente de produtores para abate, frigoríficos e varejo para colocar a carne na mesa do consumidor. “O abastecimento passa pela organização do setor.”

Desde 2003, Valdomiro Poliselli, da VPJ Pecuária, de Jaguariúna (SP), seleciona genética de dorper e fomenta a produção de cruzados com essa raça para corte. “Garantimos a compra de toda a produção de cordeiros com sangue dorper”, diz Poliselli, que comercializa essa carne com a marca VPJ Cordeiro Prime, desde 2005. “Quem comprar animais para genética tem a possibilidade de mantê-los na VPJ para coleta e transferência de embriões.”

Magim Rodriguez, seus filhos Fábio, Rodrigo e Ricardo Cotrim e o alagoano Isnar Bastos, sócios da Mumbuca, buscam investidores. O animal de genética, vendido em cota, fica na propriedade que cuida do manejo à campanha em pista. “O investidor começa a aparecer na pista, como criador”, diz Fábio Cotrim. Rodriguez lembra que quem está formando plantel de corte pode contar com assessoria da empresa, o que inclui até o treinamento do tratador dos animais. Ele diz que o preço da fêmea santa inês varia de R$ 10 mil a R$ 100 mil, dependendo do histórico.

GANHO

Segundo Marcelo de Toledo, da Fazenda Dobrada, em uma unidade animal (UA), que corresponde a 450 quilos, pode-se criar nove ovelhas. No fim de 10 meses - da gestação ao abate -, é possível ter, no mínimo, 9 cordeiros de 15 quilos de carcaça ou 35 quilos de peso vivo. “Dá uma renda bruta de R$ 945, com o quilo carne a R$ 7.” Já uma vaca, na mesma área, leva nove meses de gestação e mais sete para desmamar o bezerro. “Quando muito bom, esse animal poderá ser vendido, no máximo, por R$ 400.” No ovino, ele calcula um lucro de 30% e no gado, a rentabilidade depende de escala. “Fêmea bem nutrida pode dar mais filhotes por parto e aumentar o ganho.”


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