Cana-de-açúcar dá ajuda no campo

02/04/2007

Cana-de-açúcar dá ajuda no campo

A agricultura foi responsável, nos dois primeiros meses do ano, pela criação de 39.212 empregos com carteira assinada no País – foram 6.899 a mais do que no mesmo período, no ano passado, quando o setor gerou 32.313 postos.

A região Nordeste, porém, registrou mais demissões que contratações – menos 26.806 postos. A queda seria por conta do fim da safra de cana-de-açúcar na região, segundo mostra do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na semana passada, em Brasília, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No geral, o saldo é o maior verificado para o bimestre, desde o início da série histórica do Caged, em 1992. Em fevereiro de 2006, foram criados 21.973 postos de trabalho a mais, o segundo maior saldo para o período, menor apenas que o registrado em fevereiro de 2006 (24.360 postos a mais).

Segundo fontes do Ministério do Trabalho, os resultados apontam uma recuperação do setor, que passou por uma crise em 2005.
"Podemos dizer que a agricultura saiu daquela crise brava por que passamos especialmente em 2005.

Em 2006, ela melhorou e, em 2007, ela está melhor do que em 2006, então creio que já é uma tendência de saída da crise”, disse, na ocasião, o então ministro Luiz Marinho, para quem o cultivo da cana-de-açúcar foi responsável por 18.904 postos a mais em fevereiro deste ano, em relação ao mês anterior.

No total, o Caged registrou a geração de 148.019 empregos com carteira assinada em fevereiro, um crescimento de 0,53% em relação a janeiro. O Sudeste aparece como a região em que foram criados mais postos de trabalho (110.306), uma variação positiva de 0,72%. Em seguida, Sul (42.283), o Centro-Oeste (17.479) e o Norte (4.757).

TRABALHO ANTERIOR – Na avaliação do ex-ministro da Agricultura Luís Carlos Guedes Pinto, o desempenho da agricultura, e por extensão, do agronegócio, é resultado de um trabalho anterior, desenvolvido pelo ministro que o antecedeu, Roberto Rodrigues. “Ele promoveu mudanças institucionais, legais e normativas no âmbito do Ministério da Agricultura”, disse, destacando aprovação da Lei do Seguro Rural e criação de títulos agrícolas e de instrumentos de apoio à comercialização e à sustentação de preços.