Trabalho começou há mais de uma década no sudoeste
Na Bahia, as pesquisas de melhoramento da cana-de-açúcar como forrageira datam de 1995, quando a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em parceria com a Embrapa Gado de Corte e a Petrobras, montou uma estação experimental para pesquisar as variedades alimentares.
Em 2002, o convênio foi finalizado, a EBDA continuou o projeto e, anos depois, a gerência regional da empresa, em Vitória da Conquista, deu início à distribuição de variedades mais produtivas e resistentes a produtores assistidos pelo Pater Leite.
A EBDA ainda comanda duas estações experimentais nos municípios de Barra do Choça e Itambé. Seus pesquisadores informam que, na formação de um canavial destinado à suplementação alimentar bovina, os produtores devem escolher cultivares cujo ciclos de maturação sejam precoce, médio e tardio para dispor de boa qualidade durante toda a entressafra do pasto.
Quando dos trabalhos desenvolvidos na Estação Experimental Manoel Machado, no município de Itambé, algumas cultivares foram testadas em propriedades particulares, em Barra do Choça e Vitória da Conquista.
Entre as quais, foram selecionadas as variedades RB-72-454, RB-78-5148, RB-76-5418 e RB-73-8359, levando em conta a produtividade, associada a resistência a doenças e pragas, produção de caldo e teor de açúcar.
De acordo com dados dos pesquisadores, essas variedades apresentaram produtividade média de 140 toneladas por hectare, o que, comparado à média estadual de 70 toneladas por hectare, e à média regional de 30 toneladas por hectare, significou incremento de 99% e 365%, respectivamente.
Na primeira fase da pesquisa, as cultivares com melhor desempenho apresentaram produtividade em torno de 145 toneladas/hectare/ano.
Já na segunda fase, as que estão se destacando apresentam produtividade em torno de 156 toneladas/hectare/ano. Enquanto isso, as cultivares tradicionais da região, plantadas por agricultores familiares para produção de cachaça, apresentam produtividade em torno de 30 toneladas/hectare/ano (média regional). Variedades indicadas pela pesquisa, chegam a 80 toneladas anuais por hectare.