Produtores mostram avanço do café irrigado no oeste
A sétima edição do Encontro da Cafeicultura do Cerrado da Bahia, amanhã e depois, em Luís Eduardo Magalhães, vai discutir os problemas do setor e os avanços na pesquisa com o café irrigado. A estimativa é reunir 300 pessoas entre produtores, técnicos e pesquisadores do oeste do Estado e de outras regiões produtoras no Brasil.
Segundo o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Humberto Santa Cruz, “o encontro reflete o modelo de cafeicultura moderna e sustentável que se pratica no oeste da Bahia”.
Ele lembra que a história desta cultura na região é muito recente e que só foi possível graças à irrigação, à pesquisa e ao uso intensivo de tecnologia.
Com cerca de 14 mil hectares plantados, dos quais 11 mil estão em produção, o café irrigado do cerrado é cultivado há mais de uma década na região e nesta safra tem a estimativa de produzir 40 sacas por hectare, enquanto que a média nacional é de 19 sacas.
A estimativa de produção para a safra 2007 é de 33.600 toneladas de café, com uma média de 2.400 quilos por hectare. Entretanto, apesar da grande produtividade, alta tecnologia, padrão excelente de qualidade e grande aceitação no mercado internacional, a tendência, segundo Ivanir Maia, não é de grande crescimento de área. Explica que o setor enfrenta problemas no mercado “favorável e não estimula novos investimentos”.
A cafeicultura foi introduzida na região como opção de diversificação, por empresários que buscavam alternativas para depender menos das oscilações do preço da soja – primeira cultura plantada no cerrado baiano e ainda carro chefe da produção regional. Totalmente irrigada, ela controla o número de produtores, em área e em número, que somam cerca de 50.
*Durante o seminário será lançado o Anuário da Cafeicultura do Cerrado da Bahia, editado desde 2001 e que já publicou 66 trabalhos de pesquisa.