Codevasf propõe PPP para o Salitre

11/04/2007

Codevasf propõe PPP para o Salitre

Parceria público-privada pode ser a solução para alavancar projeto de irrigação na região de Juazeiro

 

Uma proposta de parceria público-privada (PPP) para o desenvolvimento do Projeto Salitre, que visa a implementação da agricultura irrigada na região de Juazeiro, foi apresentada ontem ao governador Jaques Wagner e ao secretário da Agricultura, Geraldo Simões, pelo diretor de Irrigação e Infra-estrutura da Codevasf, Clementino Coelho. A iniciativa vai beneficiar cerca de 20 municípios baianos e 14 pernambucanos, priorizando a inclusão agrícola do pequeno e do médio agricultor.

Para o representante da Codevasf, a reunião foi produtiva. "Apresentamos a conclusão da primeira etapa dos estudos do projeto com um modelo de cadeia produtiva integrada. Vamos aguardar sugestões do Governo do Estado e temos 30 dias para poder assegurar a continuidade dos trabalhos", declarou.

Segundo ele, o projeto pode estar licitado até dezembro deste ano. "É um projeto muito importante para a região de Juazeiro e entorno e que foi iniciado com recursos públicos há 10 anos e até hoje não se concluiu, devendo ser desenvolvido o mais rápido possível.", observou Simões.

"A grande preocupação dos governos federal e estadual é justamente o modelo sustentável do ponto de vista econômico, mas elaborado de forma a priorizar a inclusão agrícola do pequeno e do médio produtor, ou seja, gerando a maior empregabilidade possível", afirmou Coelho.

Multiplicação de emprego

 

A função da PPP é assegurar o financiamento da infra-estrutura. "A irrigação foi considerada dentro da lei da PPP como uma ação prioritária para a multiplicação de emprego e oportunidade para estruturar uma região de um milhão de quilômetros quadrados, como é o semi-árido", lembrou Coelho.

Para ele, o que está sendo inovado é a implantação do conceito de cadeia produtiva integrada que existe no Sul, no Sudeste e no Centro-oeste do país para os perímetros da Codevasf.

E disse que não há mais o interesse em se fazer irrigação vendendo lotes aleatoriamente, sem preocupação com aspectos como cadeia produtiva, escala, escoamento e mercado. "Para isso, temos a figura da âncora agrícola, que pode ser uma grande cooperativa ou uma grande empresa do agronegócio brasileiro. Essas empresas garantem mercado, tecnologia e insumos e integram pequenos e médios produtores", destacou.