Geddel é esperança de comitê

13/04/2007

Geddel é esperança de comitê

O diálogo com o novo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e uma decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) às ações em tramitação na justiça contra o governo federal são as últimas esperanças dos integrantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco para barrar o projeto de transposição.

Para o vice-presidente do comitê, Luís Carlos Fontes, o diálogo com o atual ministro parece ser mais viável que no primeiro governo do presidente Lula, quando a pasta era ocupada pelo ministro Ciro Gomes. “O ministro Geddel demonstrou ser mais maleável às discussões e vamos procurá-lo, pois existem muitos pontos que precisam ser discutidos no projeto da transposição”, disse.

Reunidos em Salvador ontem e hoje, os integrantes do comitê estão elaborando as bases para a criação da Agência da Bacia do São Francisco que, dentre outras coisas, vai regularizar o uso da água e a sua cobrança por parte dos Estados.

A XIII Plenária Extraordinária do CBHSF, realizada no auditório da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), teve a presença do diretor-presidente da Agência Nacional das Águas (ANA), José Machado, de representantes dos Estados de Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco.

Apesar de a reunião ter como foco principal a criação da agência, a transposição do Rio São Francisco acabou sendo o principal assunto discutido. Segundo explicou Luís Carlos Fontes, ao insistir em manter o projeto de transposição, sem levar em conta os contra-argumentos do comitê, o governo vai de encontro à própria Lei das Águas (nº 9.433/97), que delega ao comitê a definição das prioridades sobre o uso das águas dos rios no Brasil.

ADILSON FONSÊCA