Março registra aumento das importações

16/04/2007

Março registra aumento das importações

Estimulado por um dólar enfraquecido, houve um crescimento de 51,7% em relação ao mesmo período de 2006

As importações baianas cresceram 51,7% em março deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2006, e 60,8% em relação a fevereiro último.

No primeiro trimestre do ano, as compras externas do estado alcançaram US$ 1,3 bilhão, lideradas pela entrada de bens intermediários (insumos, peças e acessórios para equipamentos industriais), com 45% de participação, e de bens de capital (máquinas e equipamentos industriais), chegando aos 23,5%.

Os dados foram divulgados esta semana pelo Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia, vinculado à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração.

Por causa das projeções de crescimento da economia brasileira, a tendência é de elevação das importações sobre as exportações e com maior vigor do que a produção industrial interna.

De acordo com o Promo, estimulado por um dólar enfraquecido, sem sinais de melhora, o mês de março apresentou um considerável crescimento das compras externas de bens de capital, automóveis, motores, aparelhos eletroeletrônicos, equipamentos mecânicos e insumos para a indústria petroquímica e metalúrgica, além de cacau e trigo.

Indicativo consistente.

Segundo técnicos do órgão, o crescimento das compras de alguns desses itens tem perfil nacional e é um indicativo consistente de substituição de produtos brasileiros por similares estrangeiros.

Na busca por maior competitividade, tanto no mercado interno quanto no externo, quem importa bastante consegue agüentar mais as conseqüências do câmbio valorizado.

"A tendência é de que fatores como o câmbio não apresentem, por enquanto, mudanças significativas que venham a estimular um incremento das exportações. Dessa forma, o efeito da valorização do real nas exportações, mais sentido na redução das quantidades exportadas, acaba sendo compensado pelo aumento dos preços de várias mercadorias no mercado internacional", disse o superintendente do Promo, Ricardo Saback.