Atenção para a qualidade da carne

16/04/2007

Atenção para a qualidade da carne

 

 

Nos mercados e feiras, o consumidor deve estar atento à procedência da carne e demais produtos de origem animal, como leite, queijos, mel e ovos. A produção desses itens deve ser inspecionada por veterinários do governo, que atestam a qualidade do animal e do produto final para o consumidor.
“Sempre olho a validade”, conta a comerciante Miriam Andrade, de 47 anos, que prefere os grandes mercados na hora de comprar frios e carnes, por julgar o preço mais em conta e, principalmente, confiar na qualidade dos produtos.
O engenheiro eletrotécnico Antônio Carlos Fernandes também diz que sempre olha a validade e o aspecto dos produtos. Além disso, ele prefere pedir para fatiar os frios na hora em que vai levar. “A gente faz o que pode para evitar comprar produtos ruins”, conta.
Além das condições de conservação e da validade do produto, o consumidor deve estar atento ao selo de inspeção sanitária. Este selo atesta que o produto foi submetido à avaliação de um técnico veterinário, com as condições adequadas de higiene.
Existem três tipos de selo. O do Serviço de Inspeção Federal (SIF) autoriza os produtos a serem comercializados entre diferentes Estados do País, e até a serem exportados.
Há também os selos do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), para produtos que podem ser comercializados dentro do Estado e dos municípios.
Outra questão importante é a origem da carne bovina. A Bahia ainda sofre com o abastecimento do mercado por animais abatidos clandestinamente, ou seja, fora de matadouros legalizados e inspecionados, onde costumam ser seguidas as regras de higiene e conservação da carne.
Só em 2006 foram fechados 86 matadouros clandestinos no Estado, segundo a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão local responsável pela fiscalização dos produtos de origem animal. Para Altair Santana de Oliveira, diretor da Adab, os efeitos do trabalho de fiscalização do órgão já podem ser sentidos na modernização dos açougues, que passaram a garantir as condições adequadas para a comercialização da carne, além de perceberem a importância da inspeção na hora do abate.

FÍGADO – Para dar uma idéia da importância da fiscalização sanitária nos matadouros, Oliveira afirma que em 2006 os técnicos da Adab condenaram cerca de 370 mil vísceras bovinas, como o fígado, órgão aproveitado para a culinária, evitando que fossem parar na mesa do consumidor.
“O abate clandestino não é lucrativo para ninguém”, garante Oliveira, explicando que até quem abate o animal sai perdendo, pois não pode aproveitar todas as partes do boi e acaba encontrando dificuldades para vender a carne.
Na próxima segunda-feira o Ministério Público vai promover, às 14 horas, uma palestra aberta ao público sobre a fiscalização e o consumo de produtos de origem animal, com a participação da Vigilância Sanitária, Adab e órgãos de defesa do consumidor. O evento será no auditório da entidade, na Avenida Joana Angélica, nº 1.312.