Commodities Agrícolas
Brasil derruba
Os contratos futuros de café registraram a maior queda em seis semanas na bolsa de Nova York ontem, como reflexo das maiores exportações do Brasil, maior produtor mundial. Segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), entre 1º e 13 de abril, o Brasil embarcou 767,6 mil sacas ante 597,6 mil sacas no mesmo período de 2006. "Os brasileiros continuam vendendo. Todo mundo acha que vão parar e eles não param", disse Jack Scoville, da Price Futures Group, de Chicago, à Bloomberg. Em Nova York, os contratos com vencimento em julho caíram 345 pontos, para US$ 1,112 por libra-peso. No mercado interno, a saca de café fechou a R$ 236,60, queda de 3,04%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a perda é de 3,22%.
Oferta maior
Os contratos futuros do açúcar atingiram seu menor preço desde 2005 na bolsa de Nova York ontem, segundo a Bloomberg, pressionados por sinais de aumento da oferta do Brasil, o maior produtor mundial de cana-de-açúcar. A região centro-sul do país vai processar um recorde de 420 milhões de toneladas de cana na safra 2007/08, disse à Bloomberg a Czarnikow Sugar, a maior corretora mundial de açúcar, com sede em Londres. O aumento de produção em países como a Tailândia também influencia as cotações. Os papéis para entrega em julho caíram 28 pontos, para 9,59 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova York. No mercado interno, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 34,26, com queda de 0,03% em relação à sexta-feira, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Especulação pressiona
Os contratos futuros do algodão recuaram na bolsa de Nova York ontem diante da pressão de especuladores e vendas de fundos, informaram analistas e brokers à Dow Jones Newswire. Os papéis para maio caíram 99 pontos e fecharam a 50,38 centavos de dólar por libra-peso. Já os com vencimento em julho perderam 90 pontos, a 52 centavos de dólar. Os contratos para dezembro caíram para 56,75 centavos de dólar, o menor nível desde 21 de fevereiro, quando atingiu 56,58. O resultado de ontem mostra que a ação de especuladores e de fundos liquidando seus papéis, iniciada na semana passada, continua. No mercado doméstico, a arroba do algodão fechou a R$ 136,51, com alta de 0,2%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, o algodão acumula alta de 2,57%.
Novas quedas
A entrada da safra continua a pressionar o milho em algumas regiões do Brasil. Levantamento da Céleres mostra que que em Campinas, houve queda de 10,3% na semana, para R$ 17,50/saca. Em Passo Fundo (RS) caiu 5,9%, para R$ 16. Segundo a Céleres, para exportar 7 milhões de toneladas este ano, o país terá de embarcar, em média, 583 mil toneladas por mês. Até agora, a média está em 407 mil toneladas. Na bolsa de Chicago, o milho fechou com queda de 5,50 centavos de dólar a US$ 3,76 por bushel. As previsões de clima mais seco e quente esta semana, indicando que os produtores poderão retomar o plantio, pressionaram as cotações. O grão chegou a ter alta com as previsões de que o clima ficará úmido nas duas próximas semanas, mas não se sustentou. "Tudo gira ao redor do clima", disse um operador.