Commodities Agrícolas
Realização de lucro
Os preços futuros de suco de laranja concentrado e congelado encerraram ontem (dia 19) com forte queda, atingindo a menor cotação dos últimos 11 meses, ainda pressionados por um movimento de realização de lucro no mercado internacional. Os contratos para julho fecharam a US$ 1,5165 a libra peso, com recuo de 815 pontos. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones afirmam que o dia fraco também ajudou a tirar o suporte das cotações. Analistas informaram que os traders já prospectam um bom período de floração dos pomares da Flórida para o próximo ano. As recentes chuvas também têm beneficiado os pomares. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos para as indústrias encerraram o dia inalterado a R$ 8,40 (a prazo), segundo o índice Cepea/Esalq.
Especulador vende
Os preços futuros do cacau fecharam com forte queda ontem (dia 19), nas bolsas internacionais, pressionados por vendas especulativas no mercado. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram a US$ 1.863 a tonelada, com recuo de US$ 93. Na bolsa de Londres, os contratos para julho fecharam a 1.000 libras esterlinas, com queda de 43 libras. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones disseram que movimentos técnicos tiraram o suporte dos preços da amêndoa no mercado internacional. O clima seco no oeste africano preocupa o desenvolvimento da safrinha de cacau. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau encerrou o dia a R$ 59,25, com recuo de 4,4%. segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau (CNPC).
Clima estimula
Os preços futuros do trigo fecharam ontem (dia 19) no maior patamar em três meses nos EUA, dando continuidade a um período altista na bolsa devido às baixas temperaturas em regiões produtoras daquele país. Em Kansas, maior produtor americano, produtores disseram que metade da safra estaria comprometida, segundo relatório do Kansas Area Wheat Growers, citado pela Bloomberg. "O estrago foi bastante grande", afirmou William Bayer, vice-presidente do PTI Securities. Na bolsa de Chicago, os papéis para entrega em julho subiram 18,75 centavos, para US$ 5,0775 por bushel. Em Kansas, a alta foi de 15,5 centavos, para US$ 5,045 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 25,30, com variação positiva de 0,40%, segundo o Deral.
Mais demanda à vista
Os preços futuros do milho atingiram ontem a maior alta do mês na bolsa de Chicago, devido a sinalizações de que os EUA deverão demandar mais grãos para produção de alimentos, informou a Bloomberg. A expectativa é que os produtores americanos de aves e ração comprem mais milho em substituição ao trigo de inverno, que sofreu fortes prejuízos devido ao clima. "As baixas temperaturas nos Estados Unidos impulsionarão a compra de milho", afirmou Jerry Gidel, analista de mercado da North American Risk Management Services, de Chicago. Os contratos para entrega em julho subiram 7 centavos de dólar, ou 1,9%, para US$ 3,8225 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos do milho fechou a R$ 19,02, com queda de 0,79%, segundo o Cepea/Esalq.