Produtor apura alta de insumos

08/05/2007

Produtor apura alta de insumos


Entidades ligadas à Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) uniram forças para recolher informações capazes de sustentar uma investida contra a alta dos preços domésticos de alguns insumos agrícolas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A estratégia foi revelada ontem por Macel Caixeta, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (Faeg), que está envolvida. 


Para Caixeta, disparadas como a da uréia, do adubo formulado para feijão e do herbicida glifosato têm de ser apurada. No caso da uréia, exemplificou, a tonelada saltou de R$ 689 para R$ 926 em um ano, justificada no ramo pelas oscilações internacionais. Mesma razão é apontada pelas fabricantes para a alta do adubo para feijão - que, nas contas da Faeg, passou de R$ 460 para R$ 757 a tonelada desde 2006. No intervalo, afirma Caixeta em comunicado disponível em www.faeg.org.br , o galão contendo 50 litros de glifosato subiu de R$ 600 para R$ 950. 


Em evento em São Paulo, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, pediu ao Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp - e foi atendido - a criação de um grupo com representantes do setor privado para também levantar dados sobre a oferta de fertilizantes no país. Preços estarão em pauta, sob a luz de questões estruturais como as vantagens tributárias dos produtos importados, logística e distribuição. O Cosag deverá apresentar um levantamento em 30 dias.