Poeira espalha pó cinzento e atinge o meio ambiente

09/05/2007

Poeira espalha pó cinzento e atinge o meio ambiente

Uma poeira fina que espalha um pó cinzento é vista de longe cobrindo a área perto das barragens de rejeito de cobre. Ao lado, a poeira se espalha às margens do Riacho de Santa Fé, que desagua no Riacho da Vaca, que corre até o Açude Pinhões.

Para Maria do Remédio, presidente da Faesa, agressões como “despejo de borra de cobre nas áreas, derrubada de árvores nativas da caatinga (umburanas, aroeiras, umbuzeiros e angicos), trincheiras fundas para receber substância tóxica para tratamento do cobre” são motivos suficientes para formalização das denúncias.

“Os fundos de pastos (área onde a população rural cria animais na caatinga) sobrevivem na caatinga com excelente acervo de fauna e flora, e é no meio dela que vivem inúmeras comunidades de produtores trabalhando de forma coletiva e também preservando o bioma”, completa Maria do Remédio.

O produtor Francisco Almeida, 67 anos, foi até a Câmara de Vereadores de Jaguarari e em seu pronunciamento expôs a situação vista por quem, segundo ele, “anda nessas terras por toda uma vida, cria a família e sustenta a criação”. O produtor reconhece a importância da mineração, onde trabalhou por quase dez anos, mas acha que “eles deveriam pensar mais nos resultados das suas ações e o que podem causar à vida das pessoas da região”. Almeida lamenta: “O que eu já aproveitei de riacho para pesca e banho, um neto meu, se chegar à minha idade, não vai encontrar mais nada vivo por aqui”.