Salvador registra deflação nos preços ao consumidor em abril
Dos 308 produtos e serviços pesquisados na capital baiana, 117 ficaram mais baratos
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Salvador calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), registrou queda nos preços em abril. A deflação de 0,16% foi a menor taxa desde agosto do ano passado.
Em março, houve alta de 0,27% e em abril de 2006 o acréscimo foi de 0,46%. No acumulado dos últimos 12 meses, que compreende maio de 2006 a abril deste ano, a taxa é de 2,99%, resultado inferior ao acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores.
Os itens que mais contribuíram para a queda do índice de preços foram CD (-12,70%), empregado doméstico (-3,20%), automóvel usado (-6,62%), sandália feminina (-12,68%), carne bovina chã-de-dentro (-5,61%), tomate (-17,31%), charque (-2,60%), tênis de adulto (-2,67%), refrigerante e água mineral (-3,57%), carne bovina filé especial (-4,36%) e móvel para quarto (-2,02%).
Os produtos que exerceram maiores pressões positivas foram cinema (9,24%), calça comprida feminina (5,43%), energia elétrica residencial (2,73%), desodorante/perfume (4,21%), aluguel residencial (1,28%), pão francês (1,96%), taxa de água e esgoto (4,71%), short infantil (7,45%), calça comprida infantil (7,86%) e serviço de reparo/mão-de-obra (1,28%).
O resultado da inflação em Salvador é obtido por meio da comparação dos preços médios dos produtos e serviços pesquisados do primeiro ao último dia útil do mês, com os preços coletados no mesmo período do mês anterior, para famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos. Dos 308 produtos e serviços pesquisados em abril, 139 apresentaram acréscimos de preços, 52 não tiveram alterações e 117 estão mais baratos.
Levando-se em conta apenas os reajustes individuais, sem observar o peso do produto no cálculo da inflação, os produtos que mais decresceram foram toalha de mesa (-31,75%), tomate (-17,31%), chuchu (-13,21%), CD (-12,70%), sandália feminina (-12,68%), cinto feminino (-11,78%), sapato masculino (-10,72%), coentro (-10,71%), cenoura (-10,13%), sandália masculina (-9,24%), sandália infantil (-9,24%) e bicicleta (-9,08%).
Houve redução de preços em cinco dos sete grupos pesquisados: vestuário (-0,73%), artigos de residência (-0,59%), despesas pessoais (-0,56%), transporte e comunicação (-0,02%) e alimentos e bebidas (-0,22%). Desse último, os produtos industrializados subiram 0,45%, em razão dos acréscimos nos preços de pão doce (8,70%), sardinha enlatada (2,73%), café moído (2,82%), café solúvel (2,47%) e leite em pó (1,66%).
Já os produtos de elaboração primária ficaram mais acessíveis, com queda de 1,31%, em decorrência dos decréscimos nos preços da carne bovina chã-de-dentro (5,61%), carne bovina filé especial (4,36%) e feijão rajado (2,88%).
Cesta básica
Os produtos in natura também variaram negativamente (-0,83%), devido aos decréscimos nos preços de tomate (17,31%), chuchu (13,21%), coentro (10,71%) e cenoura (10,13%), e o subgrupo alimentação fora do domicílio teve decréscimo de 0,07%, motivado pela queda nos preços de refrigerante e água mineral (3,57%).
A cesta básica também está mais barata (- 4,95%) e comprometeu em abril cerca de 44,75% do salário mínimo do trabalhador. Dos 12 produtos que compõem a chamada ração essencial mínima, cinco registraram variações positivas: banana da prata (3,53%), café moído (3,24%), pão francês (2,44%), óleo de soja (0,95%) e feijão mulatinho (0,50%); seis produtos apresentaram variações negativas: tomate (-16,81%), carne bovina chã-de-dentro (-5,79%), farinha de mandioca (-3,47%), arroz (-1,22%), açúcar cristal (-0,71%) e manteiga (-0,59%), e o leite pasteurizado permaneceu estável.