Obras de abastecimento são destaque no oeste da Bahia
Dentre as ações desenvolvidas pela SRH na região, a educação ambiental também é prioridade
Mais de 600 pessoas lotaram o Clube da Sociedade Operária de Santana, no município de Santana, quarta-feira, para assistir ao lançamento do Programa de Educação Ambiental para a Sustentabilidade (Peas), da Superintendência de Recursos Hídricos (SRH), durante a realização do Seminário sobre Política Estadual de Meio Ambiente e Saneamento.
No evento, o diretor-geral da SRH, Júlio Rocha, destacou os programas do governo estadual para ampliar o acesso à água em qualidade e quantidade na Bahia.
Para a região, Rocha citou a obra do sistema de abastecimento de água de Santana, que, além desta cidade, vai beneficiar os municípios de Canápolis, Serra Dourada, Brejolândia, Tabocas do Brejo Velho e seus povoados.
O sistema está orçado em cerca de R$ 40 milhões, com recursos do Pró-água, do Ministério da Integração Nacional, via convênio com o Banco Japonês JBIC, e contrapartida do Estado. "A obra vai beneficiar cerca de 65 mil pessoas e é uma das prioridades do governo", destacou o diretor-geral da SRH.
O sistema de abastecimento de água contempla a captação do Rio Corrente, estação de tratamento de água, adutoras de água bruta e água tratada, estações elevatórias de bombeamento de redes de distribuição e ligações prediais nas cidades e povoados da região.
Participação da sociedade.
O técnico do Ministério da Integração Nacional, Villi Seilert, explicou que os programas financiados pelo governo federal devem cumprir uma função que vai além da oferta dos serviços de infra-estrutura de acesso à água. A sociedade, segundo ele, deve participar da gestão para garantir a sustentabilidade. "É nesse contexto que o Peas está inserido", destacou.Rocha falou sobre a importância do Peas, que é um elemento de participação social na gestão, pois visa contribuir para que as prefeituras e a sociedade civil implementem condições necessárias ao desenvolvimento de ações voltadas à proteção ambiental.
‘Coletivos educadores’
Um dos caminhos nessa direção é a formação dos ‘coletivos educadores’. Trata-se de uma rede de instituições que disponibiliza suas estruturas e saberes para a população para garantir a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida em seus territórios.
Outro ponto que visa garantir a gestão participativa das águas, destacado no seminário, foi a instalação de novos comitês de bacia, inclusive o Comitê da Bacia do Rio Corrente.
"Nosso desafio é mudar a realidade, e a educação ambiental é instrumento pedagógico. A gente faz tudo isso na perspectiva de fortalecer as instâncias como a formação dos comitês de bacias, a exemplo do Comitê do Rio Corrente, que entrego o edital de instalação a vocês aqui nesse seminário", ressaltou o diretor-geral da SRH.
Pesquisa sobre o Salitre
O Grupo de Recursos Hídricos da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (GRH/Ufba) apresentou, na terça-feira, para a equipe da SRH pesquisa sobre a metodologia de enquadramento para rios em regiões semi-áridas, com uma pré-classificação para os vários trechos da Bacia do Rio Salitre.
Esse mesmo estudo será apresentado, a partir de segunda-feira, para a população que mora nos nove municípios da bacia, pelo GRH/Ufba, com o apoio da SRH e, posteriormente, para os membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre.
Esses encontros irão mobilizar, sensibilizar, informar e divulgar todo o processo de enquadramento de um corpo d’água de forma participativa entre o poder público, os usuários da água e a sociedade civil, conforme prevê a Lei das Águas (9.433/97).