PIB do agronegócio volta a crescer no oeste baiano

11/05/2007

PIB do agronegócio volta a crescer no oeste baiano

Após diminuir para R$2,543 bilhões no ano passado, geração de riquezas deve subir para R$3,239 bilhões em 2007
 

Depois de um dos períodos mais difíceis, o oeste baiano volta a brilhar com a promessa da safra 2006/2007. A estimativa é superar os resultados obtidos nos dois últimos anos, 2005 e 2006, quando o faturamento do agronegócio na região caiu de R$3,039 bilhões para R$2,543 bilhões, desmotivando os produtores. Ao contrário do que poderia acontecer, a queda no PIB do agronegócio impactou positivamente: obrigou o produtor a se profissionalizar ainda mais e a aprimorar a gestão do negócio, com foco na racionalização dos recursos para ampliar produtividade. O resultado é motivo de comemoração com a recuperação real das atividades e expectativa de atingir um faturamento maior este ano, na casa dos R$3,239 bilhões. Assim, mais do que saúde financeira, o cenário sinaliza que os bons tempos estão voltando.

Desde 2005 a região enfrenta um período crítico, em decorrência de fatores como a baixa nos preços das commodities agrícolas e a estiagem. Entretanto, mesmo com as fases de aperto – a outra ocorreu em 2003 – ao computar dados dos últimos 15 anos, verifica-se a consolidação do oeste baiano como a nova fronteira agrícola do estado. Para se ter uma idéia do desenvolvimento econômico, tanto a área cultivada quanto a produção vêm apresentando um crescimento constante, com um aumento acumulado de 219,5% e de 427,3%, respectivamente, ao longo do período.

Especificamente em relação ao incremento da safra 2006/2007, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia-AIba, Humberto Santa Cruz, explica que é uma consequência da recuperação dos índices de produtividade, combinada com a elevação nas áreas cultivadas de milho e algodão, além da recuperação dos preços das commodities. “A safra colhida no ano passado foi afetada por fatores climáticos, especialmente a soja e o milho. Para 2007, estima-se uma colheita de 45 sacas de soja por hectare, contra 38, e 110 sacas de milho por hectare, contra 67. O aumento da área de algodão também contribui para incrementar este número”, detalha. O executivo destaca que o alto risco faz parte da atividade agrícola, lembrando o episódio de 2003, ano em que as plantações de soja tiveram uma significativa baixa em decorrência da ferrugem asiática.