A Secretaria de Meio Ambiente de Recursos Hídricos (Semarh) divulgou uma nota negando a existência de qualquer relação entre a maré vermelha e a abertura das comportas da barragem de Pedra do Cavalo. A hipótese, divulgada ontem pelo Correio da Bahia, foi levantada pelo professor do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e gerente de projetos da Fundação Onda Azul, Ronam R. C. de Brito.
Para o professor, a abertura das comportas repetidas vezes pode ter liberado um grande volume de água e arrastado material orgânico depositado no fundo da barragem. Dissolvidas na água, estas substâncias ao chegarem à Baía de Todos os Santos podem ter provocado um desequilíbrio ecológico. No entanto, segundo o operador do governo, “não foi detectado nenhum sinal visual ou no odor que indicasse qualquer anormalidade na qualidade da água armazenada na barragem e liberada para o Rio Paraguaçu, que deságua na Baía do Iguape”.
Outro argumento é que a vazão no mês de fevereiro foi considerada normal. Contactado, Ronan preferiu não conceder entrevista por telefone, mas a professora Tânia Tavares, titular do Instituto de Química, explica que os técnicos não podem afirmar que não havia alteração porque simplesmente a água liberada pela barragem não é quimicamente analisada.