A Bahia exportou, nos primeiros quatro meses deste ano, o equivalente a US$2,13 bilhões, apresentando um crescimento da ordem de 8,4%. Os números apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento mostram que o estado representa, sozinho, mais da metade (52%) de todas as vendas externas do Nordeste. Já as importações totalizaram US$1,61 bilhão, o que gerou um saldo positivo de US$520 milhões no mesmo período.
Os dados do Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do ministério indicam que em abril, especificamente, o superávit da balança comercial baiana apresentou seu melhor resultado, entre os primeiros meses do ano, ultrapassando os US$249 milhões. As vendas tiveram um crescimento de 14,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, e chegaram a US$589,5 milhões, enquanto as importações, que tiveram queda de 4%, totalizaram US$339,7 milhões.
O superintendente do Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo) comentou que o peso das commodities na pauta de exportações e a valorização delas no mercado internacional mantêm as vendas externas do estado em alta. As exportações de setores como o metalúrgico, petroquímico, de celulose, soja e café puxaram as vendas no mês passado. De acordo com os técnicos do órgão, os preços em alta no mercado internacional e o contínuo crescimento da economia mundial vêm propiciando uma demanda consistente
O destaque este ano tem sido o crescimento das exportações de fios e catodos de cobre, que passaram para segundo lugar na pauta de exportações (US$258 milhões), pouco atrás do óleo combustível, que somou US$259,5 milhões. Celulose (US$217,1 milhões), automóveis (US$198,7 milhões), benzeno (US$60,2 milhões), farelo de soja (US$45,6 milhões), pneus (US$42,5 milhões) e café (US$38,8 milhões) dão seqüência à lista.
PEDRO CARVALHO