Commodities Agrícolas

16/05/2007

Commodities Agrícolas

 

Menor preço em 2 anos


Os preços do açúcar recuaram ao menor nível desde junho de 2005 ontem na bolsa de Nova York, sob forte influência de uma liquidação de contratos por parte de fundos de investimentos. Os papéis para entrega em julho caíram 46 pontos, para 8,65 centavos de dólar por libra-peso, ao passo que outubro fechou a 9 centavos de dólar, em queda de 41 pontos. Na bolsa de Londres, conforme a agência Dow Jones Newswires, o recuo também foi significativo. Ajudou a pressionar as cotações a previsão da International Sugar Organization de que o excedente mundial de açúcar chega a 9,1 milhões nesta temporada 2006/07. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal caiu 1,52%, para R$ 28,51. No mês, a queda acumulada já alcança 11,35%.



De olho nos EUA


Em uma sessão contaminada por movimentos técnicos e com boa presença de especuladores, as cotações do milho subiram ontem em Chicago e mais do que compensaram a queda verificada na segunda-feira. Os contratos com vencimento em julho registraram salto de 8,25 centavos de dólar por bushel e fecharam a US$ 3,7150, enquanto dezembro encerrou o dia a US$ 3,7850, em alta de 7,50 centavos de dólar. Traders consultados pela Dow Jones Newswires voltaram a afirmar que permanecem atentos aos reflexos climáticos no desenvolvimento da prevista produção recorde nos Estados Unidos na temporada 2007/08, que está em fase de plantio. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos caiu 0,2%, para R$ 18,60.



Clima global preocupa


As altas de soja e milho, além da preocupação sobre os efeitos da escassez de chuvas sobre a produção na China, na Europa (exceto na Alemanha, França e Polônia) e na Austrália, sustentaram os preços do trigo ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, julho subiu 5,50 centavos de dólar por bushel, para US$ 5,02. Na bolsa de Kansas, o mesmo vencimento encerrou o pregão a US$ 4,8950, com ganho de 9 centavos de dólar. A preocupação com os reflexos climáticos sobre a produção global é maior neste ano em virtude dos baixos estoques mundiais, que em 2007/08 deverão descer ao segundo menor patamar desde 1996/97. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do cereal saiu por R$ 26,02 no Paraná, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).



Terceira alta seguida


Pelo terceiro pregão consecutivo, compras especulativas impulsionadas pelas perspectivas de redução do plantio nos Estados Unidos na safra 2007/08 (ver página B12) sustentaram as cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos do grão com vencimento em julho fecharam a US$ 7,78 por bushel, alta de 7,50 centavos de dólar. Novembro também subiu 7,50 centavos de dólar e alcançaram US$ 8,07. Apesar da tendência de valorização, disseram traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, o confortável nível dos estoques globais, que tendem a cair em 2007/08, ainda motivam incertezas sobre o futuros das cotações. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos vendida no Paraná registrou queda de 0,53%, para R$ 30,16.