Adab alerta sisaleiros da região do semi-árido sobre a podridão-vermelha

17/05/2007

Adab alerta sisaleiros da região do semi-árido sobre a podridão-vermelha

Com a doença, as folhas ficam amareladas, o tronco apodrece e se desprende do chão, e a planta acaba morrendo

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e a Central de Desenvolvimento das Associações de Araci, promove hoje o Dia-de-campo sobre a Podridão-vermelha do Pseudocaule do Sisal no município de Araci, a 220 quilômetros de Salvador.

A ação faz parte do projeto de proteção da cultura do sisal, desenvolvido pela Secretaria da Agricultura (Seagri) e Adab. A região sisaleira pertence ao território de identidade do semi-árido, considerado prioridade do Governo do Estado.

Atualmente tem sido constatado um aumento na incidência da podridão- vermelha do pseudocaule do sisal no estado, resultando em perdas significativas para os produtores. A escolha de Araci se deve ao fato da Adab ter identificado que, dentre os municípios da região sisaleira do semi-árido, ele apresentou o maior índice de ocorrência da doença.

O índice médio de plantas afetadas pela podridão-vermelha do sisal nas áreas monitoradas pelo estudo foi de 33,3%, considerado alto para uma doença devastadora.

A importância da cultura do sisal não está só relacionada à geração de emprego que possibilita a fixação do homem no campo em regiões semi-áridas onde vivem comunidades das mais carentes do Brasil, mas também ao seu poder econômico. Seus produtos, especialmente a fibra, são importantes fontes de divisas por meio de sua exportação e comercialização interna.

Destaque na exportação

Hoje, o sisal é o segundo maior produto de exportação do estado e ocupa uma área de 223.114 hectares em toda a região do semi-árido. Os municípios de Senhor do Bonfim, Euclides da Cunha e Serrinha respondem por 90% da área plantada na Bahia.

A praga induz uma coloração avermelhada ao sisal que se estende do pseudocaule para a base das plantas. Uma vez infectada, a planta fica amarelada, murcha, o tronco apodrece e se desprende facilmente do chão, levando-a à morte.

O sisal costuma apresentar uma boa resistência ao ataque de pragas, em função da estrutura particular da folha e da rusticidade natural da planta, que parecem conferir uma incomum proteção ao ataque de fungos e insetos.