Governador debate em Brasília o aumento da capacidade de investimento da Bahia

18/05/2007

Governador debate em Brasília o aumento da capacidade de investimento da Bahia

Wagner discutiu ainda a possibilidade de renegociação da dívida estadual, o que permitiria mais recursos para obras

 

O governador Jaques Wagner defendeu ontem, durante audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a adoção de uma regra que permita reduzir a capacidade de endividamento da Bahia e que permita o aumento da capacidade de investimento em projetos de desenvolvimento, principalmente os relacionados na lista do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Wagner se reuniu, em Brasília, com os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e da Fazenda para avaliar os projetos de interesse da Bahia.

O primeiro encontro foi com Mantega, no Ministério da Fazenda. O governador abordou a situação financeira da Bahia em face do volume pesado que o governo estadual paga mensalmente para saldar sua dívida. Ele informou que o desembolso mensal para a amortização da dívida estadual deve ser renegociado para permitir maior aplicação de recursos em investimentos, principalmente em projetos do PAC.

Uma das possibilidades de mudança, que, segundo o governador, chegou a ser abordada na reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Granja do Torto, com os 27 governadores, é a que introduz mecanismos que permitirão reduzir a capacidade de endividamento do Estado, com vistas a aumentar a sua capacidade de investimento.

Sobre a evolução dos estudos da proposta dos governadores para mudar esta regra discutida em março, onde o governo autorizaria os estados a contrair empréstimos duas vezes mais do que sua receita, e não apenas uma vez, o governador afirmou que Mantega disse que a questão continua em fase de estudos, assim como outras alternativas.

"O problema desta regra é que ela cruza com outra regra, que é o fluxo do desembolso mensal em função desta dívida", destacou Wagner, ao defender o entendimento entre os governadores e o Ministério da Fazenda que permita encontrar uma fórmula para viabilizar maior aplicação de recursos do Estado em investimentos no desenvolvimento.

Equilíbrio fiscal

"Creio que se o governo federal, interessado em estimular os projetos do PAC, puder fazer uma abertura em direção à ampliação do endividamento vinculado especificamente para aplicação em programas de investimento, seria uma boa medida. É claro que tudo tem que ser negociado. Mas entendo a preocupação do governo federal com o equilíbrio fiscal, preocupação que é também de todos os governadores e uma conquista da sociedade brasileira", declarou o governador.

Em seu encontro com Miguel Jorge, ele abordou os números positivos das exportações baianas, que em abril somaram US$ 589,5 milhões, com crescimento de 14%. O ministro elogiou as iniciativas de modernização da produção do governo baiano relacionadas às compras de turbinas a gás, microprocessadores, máquinas para fabricação de pastas de celulose, circuitos impressos e máquinas cortadeiras.