Stephanes diz a alemães que etanol terá certificação socioambiental

18/05/2007

Stephanes   diz   a   alemães  que  etanol  terá  certificação socioambiental

 

 


O Brasil pretende instituir    a   certificação socioambiental para o etanol num prazo de três a quatro anos,  informou hoje o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, a um grupo de parlamentares da  Baviera, na Alemanha, que veio conhecer a cadeia produtiva sucroalcooleira. No encontro, ele também revelou que a meta do País para os próximos 10 anos é aumentar a área plantada de cana-de-açúcar destinada à produção de álcool combustível de 3 milhões de hectares para 9 milhões de hectares.

"Temos condições de conduzir esse processo (de expansão da área de cultivo de cana) respeitando as questões "ambientais e sociais além de produzir um produto de "qualidade disse o ministro. A adoção da certificação "socioambiental, acrescentou é; uma das medidas a serem "adotadas pelo Governo Federal para atestar  ao  mercado "consumidor,  interno  e  externo, que o álcool combustível foi "processado  a  partir  de cana procedente de canaviais onde os "proprietários  obedecem  as  normas  ambientais  e  cumprem  a "legislação trabalhista.

Agropecuária  brasileira, destacou Stephanes, ocupa hoje  cerca  de  300  milhões de hectares. Do total, quase 180 milhões  são  destinados  a  pastagens, onde há ao redor de 40 milhões  de  hectares  degradados.  "Vamos  recuperar as áreas improdutivas  e  nelas  expandiremos  o  cultivo  de  cana." O ministro   lembrou  que  atualmente  as  lavouras  da  cultura totalizam 6 milhões de hectares. "Só metade disso é usada para obtenção de etanol, ou seja, apenas 1% de toda área agrícola e pecuária  do  País."  O restante atende a indústria de açúcar, cachaça etc.         

Na América Central  e na África, que têm condições climáticas semelhantes às  do  Brasil.  "Queremos que o plantio de cana também cresça nessas   regiões.   É  preciso  evitar  que  o  mercado  fique dependente  de  um ou dois fornecedores." O desenvolvimento da cultura  em  outros  países, enfatizou, dará mais segurança às nações interessas em consumir etanol, uma energia limpa. com o Japão um acordo para fornecimento de álcool combustível.

"No  futuro,  provavelmente  a  União Européia se interesse em importar  o  nosso  etanol." Ao mesmo tempo, Stephanes afirmou que não entende por que os Estados Unidos não cobram taxas das importações de petróleo ? matriz energética altamente poluente-, mas  fixaram tributos elevadíssimos para entrada do etanol brasileiro naquele mercado. "Esperamos que isso não se repita em outros países."  

 A delegação de parlamentares da Baviera informou que a Alemanha  está   interessada  em  conhecer  melhor  a  cadeia produtiva  de  etanol  do  Brasil  e  as tecnologias usadas na industrialização do  produto.  Além  de  Brasília,  o grupo de deputados  alemães visitou  plantações  de  cana  e usinas na região  de  Ribeirão Preto  (SP),  um  dos  principais  pólos nacionais do setor sucroalcooleiro.