Commodities Agrícolas
Os preços futuros do cacau atingiram em Nova York o maior patamar desde o último março no pregão de sexta-feira. A alta se deveu às notícias de mar revolto na costa da Indonésia, o que coloca sob risco os embarques do país, terceiro maior fornecedor de cacau do mundo. As ondas de até 5 metros de altura atingiram partes das ilhas de Bali, Sumatra e Java. "A Indonésia é um produtor muito importante", diz Hector Galvan, estrategista-sênior do RJO Futures, de Chicago. "Se os seus estoques forem afetados, veremos uma alta grande nos preços do cacau". Em Nova York, os papéis para entrega em julho subiram US$ 53 e fecharam a US$ 1.947 por tonelada. Em Itabuna e Ilhéus, o preço médio da arroba ficou em R$ 59,00, segundo a Associação Central dos Produtores de Cacau.
Clima ajuda
Os preços futuros do café registraram na sexta-feira a primeira queda da semana na bolsa de Nova York, na medida em que os riscos de geada no Brasil, o maior produtor do mundo, diminuíram. São Paulo e Minas Gerais deverão ter tempo mais favorável nos próximos dias, segundo previsões da Meteorologix, de Massachusetts. "O mercado percebeu que o tempo não seria tão ruim", disse Fain Shaeffer, presidente do Infinity Trading Corp, de Oregon. No pregão anterior, os preços do grão haviam recuado 3,1% devido às previsões de geada, o que prejudicaria a plantação. Em Nova York, os papéis para julho caíram 125 pontos, para US$ 1,1185 por libra-peso. No mercado interno, a saca de 60 quilos foi cotada a R$ 235,82, uma queda de 0,52%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Colheita à vista
Os contratos futuros do trigo recuaram no mercado americano, na medida em que os produtores do país iniciam a colheita do que deverá ser uma safra 24% superior que a passada. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, a produção de trigo do país deverá subir de 1,3 bilhão de bushels para 1,62 milhão de bushels. "O período de colheita está logo ali", disse Louise Gartner, do Spectrum Commodities em Beavercreek, Ohio. Na bolsa de Chicago, o trigo para entrega em julho caiu 14,25 centavos, para US$ 4,7125 por bushel. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, a queda foi de 12 centavos, para US$ 4,665 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos do trigo foi negociada a R$ 25,95, com queda de 0,15%, segundo o Deral.
Ajuste em NY
As cotações do suco de laranja encerraram a sexta-feira com queda moderada na bolsa de Nova York, pressionadas por vendas especulativas. Conforme traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, foi mais um movimento da consolidação em curso no mercado, mas não há a expectativa de tombos expressivos. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 1,6610 por libra-peso, uma retração de 90 pontos, ao passo que os futuros para entrega em novembro caíram 45 pontos, para US$ 1,6450. O mercado continua aguardando o início da temporada deste ano de furacões nos EUA, em razão dos possíveis efeitos negativos para a citricultura da Flórida. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos destinada às indústrias saiu por R$ 7,80, segundo o Cepea/Esalq.