Aumenta a preocupação com câmbio

21/05/2007

Aumenta a preocupação com câmbio

 

Cresce a preocupação dos principais agentes do agronegócio brasileiro, sobretudo nas cadeias que têm na exportação uma fonte importante de receita - casos de soja, milho, açúcar e álcool, laranja e carnes -, com a contínua valorização do dólar em relação ao real. 

Ainda que boa parte dos embarques do setor seja negociada em euros - dado que a União Européia absorve cerca de 35% das vendas externas do agronegócio do Brasil e a relação entre euro e real está estável -, estudo da Sociedade Rural Brasileira (SRB) aponta perdas de competitividade e rentabilidade no campo decorrentes do dólar fraco, tendo em vista que mesmo vendas para mercados como Ásia e Oriente Médio têm como referência a moeda americana. 

Segundo a SRB, um dos termômetros para medir a má influência da queda do dólar para o setor é a taxa de crescimento da receita proporcionadas pelas exportações do campo. Entre 2003 e 2004, o salto foi de 32%, enquanto de 2004 para 2005 o percentual recuou para 22,6% e de 2005 para 2006 desceu a 16,2%. Para commodities como soja e milho, a alta das cotações internacionais e do volume vendido têm compensado o câmbio. Já o açúcar, em baixa no exterior, já tem problemas com as margens. 

Em contrapartida, o câmbio continua atuando como inibidor de preços no mercado doméstico, o que restringe surtos inflacionários .