Commodities Agrícolas

22/05/2007

Commodities Agrícolas

Importação chinesa 
 

A China, segundo maior produtor de milho depois dos EUA, deverá reduzir as exportações em 60% no ano-safra 2007/08, para 2 milhões de toneladas, e deve quintuplicar as importações, para 500 mil toneladas no período, segundo o Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Óleos da China. O motivo é o aumento da produção de carnes no país, informou a Bloomberg. Ontem, os preços futuros do milho subiram na bolsa de Chicago, com compras de especuladores após as notícias de que o clima seco está afetando o progresso das lavouras no meio-oeste americano, informou a agência Dow Jones Newswires. O contrato para setembro subiu 12,25 centavos de dólar, para US$ 3,8125 por bushel. No Brasil, o preço da saca subiu 0,49% no dia, para R$ 18,85, segundo o indicador Esalq/BM&F. 


Cobertura de posições 
 

Os preços futuros do algodão tiveram forte alta ontem na bolsa de Nova York. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, um movimento de cobertura de posições vendidas na semana passada e novo interesse de compras por especuladores motivaram a valorização. O contrato para julho subiu 110 pontos, para 53,80 centavos de dólar por libra-peso. Compras por estrangeiros podem voltar com mais força ao mercado, o que comprovará uma retomada da tendência de alta. Levantamento do Departamento de Agricultura dos EUA aponta que, até o dia 20, 60% das lavouras de algodão do país foram plantadas, ante 46% na semana anterior e 69% em maio de 2006. No Brasil, o indicador Esalq/BM&F para a pluma recuou 2,18%, para R$ 1,2533 a libra-peso. 


Clima ameaça 
 

Os preços futuros do trigo subiram ontem na bolsa de Chicago na esteira de especulações de que o clima mais seco e quente na Austrália e na Europa do leste possam afetar suas produções e reduzir a oferta global. Segundo Drew Lerner, presidente do World Weather, com sede em Kansas (EUA), a seca ameaça as plantações sobretudo da Ucrânia, Romênia, Bulgária e Rússia. Na Austrália, terceiro maior exportador do mundo, 30% da safra permanece sob risco, disse ele à Bloomberg. Segundo o USDA, os estoques globais do trigo deverão ficar no menor patamar desde 1982 nesta safra. Em Chicago, os papéis para entrega em julho subiram 8,25 centavos, para US$ 4,795 por bushel. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do trigo ficou em R$ 25,85, com queda de 0,39%, segundo o Deral. 


Maior preço em 3 anos 
 

Os preços futuros da soja subiram novamente ontem na bolsa de Chicago, sustentados por compras de fundos e outros especuladores, influenciados pelas notícias sobre o clima seco no meio-oeste americano. O contrato para agosto subiu 8 centavos de dólar, para US$ 8,0725, o maior valor desde junho de 2004, informou a Bloomberg. A área seca que vai do Alabama até Carolina do Norte tende a se estender para oeste, afetando mais as lavouras dos EUA. Compras de 100 mil toneladas pela China também deram suporte aos preços. Na Argentina, a Bolsa de Cereais elevou em 700 mil toneladas s previsão da safra 2006/07, para 46,7 milhões. A colheita na Argentina atinge 85,1% da área, segundo a Dow Jones Newswires. No Brasil, o indicador Esalq/BM&F para a saca recuou 0,1%, para R$ 30,03.