Commodities Agrícolas

24/05/2007

Commodities Agrícolas


Maior preço desde 2003 
 

Os preços futuros do cacau registraram forte alta ontem na bolsa de Londres, com o contrato de segunda posição atingindo o maior patamar desde setembro de 2003. O contrato para setembro subiu 13 libras, para 1.085 libras por tonelada. Analistas ouvidos pela agência Reuters disseram que as incertezas sobre a safra e os estoques na Costa do Marfim motivaram compras especulativas. Na bolsa de Nova York, os preços futuros da commodity também subiram com compras por fundos e outros especuladores, influenciados pela alta em Londres e pela falta de vendas pelos países exportadores. O contrato para setembro subiu US$ 48, para US$ 1.993 por tonelada. Na Bahia, o preço médio da arroba subiu 2,1%, para R$ 60,25, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau. 


Vendas do Paquistão 
 

O Paquistão suspendeu ontem seus embarques de trigo, devido à alta da inflação. Segundo o Ministério de Alimentos e Agricultura paquistanês, as exportações serão suspensas por tempo indeterminado. O Paquistão deve produzir 23 milhões de toneladas de trigo na safra 2006/07 e consumir 21,9 milhões, e já exportou até agora 800 mil toneladas. Ontem, os preços futuros do trigo subiram nas bolsas de Chicago e Kansas, com compras de fundos, em uma ação de recuperação técnica frente às quedas de terça-feira, informou a Reuters. Em Chicago, o contrato para setembro subiu 5 centavos de dólar, para US$ 4,8975 por bushel. Em Kansas, o contrato para setembro subiu 4 centavos, para US$ 4,7925 por bushel. No Paraná, o preço médio da saca subiu 0,12%, para R$ 25,91, segundo o Deral. 


Importação européia 
 

A União Européia deverá aumentar as importações de soja para substituir as rações à base de milho dos EUA, que tem ampliado o plantio de grãos transgênicos, informou a consultoria Oil World. Na safra 2006/07, que termina em setembro, as compras da UE devem aumentar 4,7%, para 14,85 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 9,2 milhões de toneladas à UE no período, informou a Reuters. Ontem, os preços futuros da soja subiram na bolsa de Chicago, com compras técnicas, ainda sob influência das notícias de clima nos EUA. A alta do óleo também estimulou compras. O contrato para agosto subiu 8 centavos de dólar, para US$ 8,0825 por bushel. No mercado interno, o preço médio da saca subiu 0,2% no dia, para R$ 30,12, segundo o indicador Esalq/BM&F. 


Influência brasileira 
 

Os preços futuros do suco de laranja recuaram ontem na bolsa de Nova York, com vendas de especuladores após as notícias de que as chuvas recentes devem favorecer o desenvolvimento da safra em São Paulo, principal Estado produtor da fruta, informou a agência Bloomberg. A agência Climatempo prevê a ocorrência de chuvas nos próximos cinco dias no Estado. O governo prevê safra de 18,3 milhões de toneladas no Brasil, 200 mil a mais que no ciclo 2005/06. Até março, o mercado previa uma produção menor, de 17, 9 milhões de toneladas. O contrato para setembro recuou 600 pontos, ou 3,7%, fechando a US$ 1,5650 por libra-peso. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias de suco saiu em média a R$ 7,79, segundo o indicador Esalq/BM&F.