Biofábrica fará parceria ambiental
A coleta de embalagens vazias de agrotóxicos será o novo serviço prestado pelo instituto no sul da Bahia
Os viveiros do Instituto Biofábrica de Cacau instalados em 17 municípios do sul do estado vão funcionar como pontos coletores de embalagens de agrotóxicos, segundo acordo fechado entre o órgão, a Ceplac, a Uesc e a Adab.
O diretor-geral da Biofábrica, Moacir Smith Lima, disse que a parceria dará maior suporte ao projeto Campo Limpo, no sul da Bahia. "A estrutura da unidade central e viveiros de mudas clonais serão utilizados para as ações de conscientização ambiental e pontos de coleta dessas embalagens."
Smith Lima disse que a Biofábrica também dará suporte às ações de educação ambiental do produtor. Ele lembrou que o Estado já desenvolve o maior projeto de redução de impacto ambiental nesta área. "Os produtores rurais poderão entregar as embalagens nestes pontos de coleta itinerante. Todo o material coletado será encaminhado para o posto central do projeto Campo Limpo na região, na sede da Ceplac", explica.
Acompanhado de dirigentes das demais instituições parceiras da medida, dentre eles o coordenador da Adab, em Itabuna, João Carlos Oliveira, Moacir lembrou que o projeto tem grande repercussão ambiental em uma região em que a economia é baseada na agricultura. O diretor de vigilância sanitária da Adab, Cássio Peixoto, disse que os parceiros vão traçar rotas de recolhimento itinerante e também buscar o envolvimento das secretarias municipais de meio ambiente.
Aliado à ação, também serão realizados seminários para sensibilizar o produtor sobre os prejuízos de se lançar embalagens de agrotóxicos no meio ambiente. "Essa é uma prática que oferece riscos ao meio ambiente e diretamente à saúde do produtor", destaca o diretor-geral do Instituto Biofábrica, Moacir Smith Lima.
O diretor de vigilância sanitária da Adab cita que a Bahia vem liderando o recolhimento de embalagens deste tipo no Brasil. "Em vez de descartar as embalagens em qualquer lugar, o produtor pode entregá-las nos pontos de coleta e reduzir os danos ao meio ambiente. As embalagens podem ser recicladas e transformadas em material elétrico, por exemplo", disse.