Pólo pode ter novos investimentos
Oleoquímica do Nordeste inaugura fábrica em novembro e Grupo Ultra anuncia desejo de expandir a Oxiteno
Novos investimentos no Pólo Petroquímico de Camaçari. Este foi assunto discutido ontem pelo governador Jaques Wagner com trabalhadores e empresários. Em audiência com representantes do Sindicato dos Petroquímicos e Petroleiros da Bahia, Wagner conversou sobre os projetos para atração de novos empreendimentos e tecnologia para o setor.
No mesmo dia, já com a diretoria do Grupo Ultra, a confirmação da implantação de uma nova fábrica no Pólo: a Oleoquímica do Nordeste, um investimento de R$ 240 milhões. A nova unidade do Grupo Ultra, em Camaçari, entra em operação em novembro. A estimativa é de que sejam produzidas 80 mil toneladas por ano de álcoois graxos.
O grupo tem ainda planos para expansão, também em Camaçari, da unidade da Oxiteno, empresa que produz óxido de eteno e derivados. "São investimentos que vão contribuir para dinamizar a economia do Pólo e da Bahia, inclusive no que se refere à geração de impostos", afirmou o presidente do Grupo Ultra, Pedro Wongtschowski.
Acompanhado pelo superintendente da Oxiteno, João Benjamin Parolin, Wongtschowski veio à Bahia para acertar os detalhes para que a empresa seja parceira das secretarias da Agricultura e da Indústria, Comércio e Mineração nos programas de incentivo à produção de óleos vegetais, principal matéria-prima dos óleos graxos.
A nova Oleoquímica do Nordeste vai precisar de cerca de 85 mil toneladas por ano de óleos vegetais. "Além do setor industrial, os produtores agrícolas serão beneficiados com o programa", ressaltou o empresário. A empresa está especialmente interessada nas ações de fomento ao plantio de dendê e palma.
Os representantes da Diretoria do Sindicato dos Petroquímicos e Petroleiros da Bahia aprovam a atração de novos empreendimentos para o Pólo Petroquímico. "É um importante complexo industrial do nosso estado que precisa ser renovado para evitar um sucateamento, como aconteceu com o Centro Industrial de Aratu", afirmou José Pinheiro, um dos diretores da entidade.
Mais empreendimentos e tecnologias
O sindicato quer o apoio do Estado para a realização de um seminário para discutir o futuro do Pólo Petroquímico de Camaçari. "A intenção é discutir justamente programas de atração de novos empreendimentos e tecnologias", disse Pinheiro.
Segundo ele, os trabalhadores estão apreensivos com as fusões e as aquisições feitas pelas grandes empresas, levando ao fechamento de unidades e à demissão de trabalhadores. Pelos registros do sindicato, no início da década de 90, o Pólo tinha cerca de 16,5 mil empregados. Hoje, o número é de, aproximadamente, 5,5 mil trabalhadores, considerando também o fator da terceirização da mão-de-obra.